Ninguém é sozinho!
Ninguém nasce tão pouco sozinho, se durante 9 meses, mais ou menos dependemos na íntegra de outra pessoa, depois a coisa não é muito diferente.
Mais, cada um de nós é uma espécie de multidão, um aglomerado de células, os traços fisionómicos ancestrais misturados de uma forma impar, alguns defeitos também, muitas capacidades.
Depois, muito depois aparentemente autónomos, também não o somos, não só porque não vivemos em ilhas à mercê dos elementos e da nossa vontade, do nosso espírito empreendedor, mas vivemos em grupo, alcateias, bandos, cardumes e enxames.
O ser humano será um pouco como a grande barreira de corais da Austrália, o que se supunha que fosse um conjunto de organismos é apenas um único que e estende por 345,4 mil km2, e é só um, pode sobreviver a uma pequena amputação, a algumas tempestades, à morte de algumas das suas partes, mas é ainda só um.
A espécie humana será assim também, precisamos sempre de alguém, precisamos fisicamente de outros, mesmo que saiba fabricar o meu pão, irei precisar de quem fabrique a farinha, plante o cereal…
Como tal nesta necessidade de outros, na necessidade de sermos amados, de diversas formas como filhos, como companheiros, como pais e como amigos.
Por vezes afirmamos essas necessidades de uma forma básica, animal, tentar subjugar, tentar aniquilar, neutralizar, de todas as formas.
No fundo os nossos desejos pessoais serão sempre os mesmos, ser felizes, ter abrigo, se possível com conforto, ter alimento, ser amados e amar, caso tenhamos filhos que eles sejam felizes.
Simples!
Por isso a revolução terá de começar em cada um de nós de forma interna e inequívoca.
Fazendo parte deste organismo gigantesco da humanidade, teremos de saber que cada vitória ou realização pessoal, não poderá nunca ser conquistada em cima da derrota de outro ser como nós, que não poderemos apreciar na totalidade o nosso abrigo e conforto, quando for só e exclusivamente nosso sabendo que parte do mesmo grupo que nós não o tem de todo, o nosso pão, o nosso espaço…
Teremos assim que, mantendo as características que tornam cada um de nós único, esforçarmo-nos para que cada um de nós seja igual.
Todos os dias, em todas as coisas!
#Ana Camarra




É por aí, é por aí que a “coisa” há-de mudar!
Abreijo.
Parabens ana
Com palavras simples entendíveis por todos que estiverem com a verdadeira intensão revolucionária, quando todos pensarem em tudo que seriam capazes de abdicar, para que a verdadeira revolução se fizesse.
Não bastar estar solidário com o povo de Cuba ou de outra nação qualquer, é preciso conhecer, o esforço e as privações, e reconher-mos se tería-mos ou não vontade e capacidade para tais sacrifícios,(não é possível colher sem primeiro semear)o grande problema da revolução de Abril , foi o querer conciliar o inconciliável,iniciámos a corrida sem estarem todos na mesma linha de partida, tal como ainda acontece com alguns ditos revolucionários.
É preciso dar o exemplo, e como muito bem diz o “salvoconduto””É por aí,que a coisa há-de mudar”.
Tu sózinho não és nada ! Juntos temos o Mundo na mão
Um abraço do tamanho do mundo para todos, incluindo os visitantes!
Sem que haja a mudança do eu para o nós, dentro de cada um de nós todos, jamais a revolução acontecerá.
O nós é que é o caminho, temos que fazer parte do tronco, não podemos querer ser apenas um galho isolado, a forçar o tronco, mas sim o tronco a absorver o galho e, é nessa absorção e identificação do eu como parte de um todo, em vontade, em luta e conhecimento, que os milhões de galhos, devidamente organizados, com o apoio correcto e com metodologia, têm a força necessária para vencer, pois é a força da razão da maioria, o tronco.
Ouss
#Sensei
Ana,
A questão pode passar justamente por que nos passemos a ver um organismo, similar, parecido, com uma colónia de formigas.
O problema é que alguns ainda teimam vestir a pele do lobo quando fazem parte do mesmo rebanho que querem atacar.
A revolução é hoje!
Precisamos de todos e de Unidade, esse é o caminho. E como diz o Manangão, ‘Tu sozinho não és nada ! Juntos temos o Mundo na mão…’
Kiss
Ana,
É isso mesmo.
Em cada um de nós caminharemos pelo trilho da liberdade e respeito. Na ética como forma padrão em todo o tipo de relações.
Beijos,
Zorze
em cada dia que passa,a terra faz uma revolução… está na natureza das coisas.cada dia que nasce ,é sempre diferente do anterior… e nós como parte desse todo(felizmente),não somos exepção… a definição matemática de rectas paralelas: duas rectas que se cruzam no infinito.
quanto à nossa importancia,como individuos… basta pensar no efeito dóminó(o bater de asas de uma borboleta pode desencadear uma tempestade a milhares de kilometros de distancia)…….
pois é tudo simplesmente uno,e se a cada vez que discordamos, argumentamos,só estamos naturalmente a convergir(e não importa para onde).
duarte em tempo de podas
É um facto que a união faz a força, não obstante é necessário repudiar as campanhas de desinformação, adquirir processos de restruturação comunitários, entender as intenções subliminares entre as politicas erróneas que nos governam, é igualmente importante a construção de directivas inequívocas formadoras do núcleo revolucionário, entender no máximo estado diáfano os prejuízos da actual realidade e repudiar o estado de cedentarismo imposto pelo défice alimentado pelo sacrifício laboral.
Tal como disse Agostinho Neto de tom sábio ” Não basta que seja pura e justa a nossa causa. É necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós”.
A revolução em termos práticos e técnicos depende de muito mais que a “união” como termo normalmente usado para um piquenique em familia. Embora subscreva a extrema importancia da mesma, é necessário a paixão que nos move contra o fogo cuspido pelos canos das espingardas reacionárias, a angústia que nos empurra para a frente de um camarada em linha de fogo, a certeza de que a nossa vida é apenas uma célula de um organismo maravilhoso que é o povo unido, é a cima de tudo descobrir um estado homogéneo na avaliação dos seres.
Não basta sentir inpulsos de coragem e vontade, é necessário fazer sentir-los, não basta ter piedade dos pobres e preciso sentir a pobreza, não basta ter piedade da fome, é preciso sentir a angústia provocada pelo ácido gástrico a corroer as paredes do estômago por falta de alimento, é portanto necessário ser povo para participar na sua luta.
Quando isso acontecer teremos uma revolução!!!!
Longa vida a todos os que morrem por este mundo em nome da libertação dos seus povos!!!!
Pepetela
É LIBERDADE OU MORTE!… Mas entre uma ou outra, que soçobrem os opressores primeiro, para que a Liberdade seja uma realidade!
Ouss
#Sensei