Que é real, assim ditam os números. Mas na verdade o que é a falta de produtividade portuguesa?

Ela é induzida deliberadamente, às vezes até mesmo, sob forma criminosa. Junte-se também alguma incompetência ingénua.
Tem tudo a ver com as decisões da gestão com orientações políticas, mais ou menos, orientadas. Porque mesmo do alto da elite portuguesa e recordo que Portugal é uma filial de outros interesses, como amadores, cometem erros de palmatória. Não é por acaso que Portugal é referenciado no estrangeiro como um país de meia-dúzia de cagaréus que mal sabem ler e escrever. Não sou eu que o digo é a realidade, infelizmente.
Começando pelos serviços públicos, os quais, estão estigmatizados como lentos, incompetentes e excessivamente burocratizados. Isto é uma das maiores falácias que existem.
Foram tornados assim por quem gere, de maneira propositada.
Hoje cada vez mais famílias inscrevem os seus filhos em colégios privados. Na mesma rua o utente/cliente tem à sua disposição o centro de saúde e a clínica privada.
Degradou-se deliberadamente, e só como exemplo, a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde. Empurrando os clientes para determinada matriz.
Se estes tipos de negócio são rentáveis é porque o Estado se imiscuiu da sua tarefa. Se estas novas empresas nascem como cogumelos, é porque o negócio é rentável, só assim sobreviveriam. Quando o Estado, que somos todos nós, cobra coercivamente e antecipadamente o lucro numa lógica de que mais pode mais paga. Porque é que para o Estado não é rentável? É só prejuízo? Porque quem gere estas áreas, não está de boa fé. Mais do que incompetência, são negócios oferecidos.
Existem em todo o lado calões, é um facto. Mas com um sistema de gestão organizado e eficiente, todo o trabalhador pode produzir e contribuir. Por exemplo, outra falácia, o português não gosta de trabalhar. Pergunto quem gosta de trabalhar? Ninguém. As pessoas trabalham porque têm necessidades, está mais que estudado pela sociologia e pela psicologia do trabalho. Se juntarmos o factor de motivação, em que, a riqueza gerada seja distribuida por todos os elementos, as pessoas trabalharão mais e melhor. Isto é uma verdade de clareza meridiana.
O português (pessoalmente abomino estas coisas de nacionalidades) inserido em países com sistemas organizativos mais desenvolvidos é tão eficiente como o local de lá. É tudo uma questão de boa gestão.
Nas empresas em geral, sobe-se não pelo mérito, mas sim, pela sabujice e pelo engraxismo. Ao que já está instalado e que não sabe trabalhar, tem que se rodear de pessoas amén. Com o tempo perde a noção de realidade e emana teorias e princípios de actuação sem qualquer aplicabilidade práctica. Quem lhes rodeia e sem coragem de dizer não aceitam e evangelizam os restantes. Como não têm capacidade de decisão refugiam-se em intermináveis reuniões. Adquirindo o pretexto que têm uma vida altamente stressante e cheia de desafios. São a mulher moderna que bebe Actimel e tem uma vida super-ocupada. Coitada, nem sabe o que é a sua essência!
Outro exemplo de produtividade do nosso (des)governo que é benevolente e amigo para alguns sectores económicos foi no início deste ano quando sub-reptíciamente baixou (já sabendo da crise que aí viria) a taxa dos certificados de aforro, em contra-ciclo pois os juros estavam a subir, e logo de seguida os bancos criaram produtos que tinham a senha mágica – Aforro. Foram e continuam a ser milhões e milhões de Euros que saíram do Estado direitinhos para a banca. E foram os portugueses, manipulados por estes seres pensantes, que fizeram o transporte do dinheiro, resgatando as suas parcas poupanças aos balcões dos correios e as entregaram aos bancos.
Mas de que padece este povo? Até parece que está embruxado. Teima em acordar. Mas como acordar, se ele foi feito zombie. Será a molécula do peixe?
Não ele deixou-se, apenas, porque simplesmente não sabe e nem se esforça por saber…
#Zorze


O Povo Português acomodou-se e, instalou-se num sofá confortável, foi engordando, engordando, sempre com dinheiros que não tinha nem tem, paga com a garantia do banco através do Visa, continuou a engordar, sempre sentado no já não tão confortável sofá, que o começa a apertar, a sufocar, mas ele ainda acredita que consegue sair a qualquer momento daquele sofá onde se deixou ser encaixado. Para sua surpresa, já não está a conseguir levantar-se e, o sofá prende-o.
Agora o sofá, ir-lhe-á cobrar a soberba e a ganância, fá-lo-á pagar caro a sua falta de consciencialização de classe, a sua falsa vida que acreditou ter, com dinheiros que não ganhou, mas que tem de pagar, só que o sofá, não o deixa sequer sair para ganhar o dinheiro que gastou sem ter, o dono, a banca, reclama por esse dinheiro e pelos seus lucros.
O povo Português está tão gordo, mas tão gordo, que o seu cérebro se tolheu, a sua vontade se esmoreceu, a sua capacidade é nula, preso naquele sofá, ainda não entendeu, que só rebentando com o sofá de vez onde há 34 anos se sentou, se conseguirá libertar.
Ouss
#Sensei
Como os posts não são estáticos, mas sim, dinâmicos fiz um acrescento. Uma espécie de aforro.
camarada
Acertás-te mesmo na muge, exactamente como o comentário do Sensei, é exactamente assim que eu vejo o nosso problema.
Os trabalhadores cairam na cilada destes polítiqueiros corruptos, que se servem dos lugares que ocupam no Estado, para seu benefício pessoal ou de grupo, autênticos capatazes da nova hera, basta ver-mos o exemplo das empresas nacionalizadas que só davam prejuizos, passaram a privadas e imediatamente passaram a dar grandes lucros, mantendo ao seu serviço os mesmos trabalhadores.
Para quem tem o gosto de pensar, fácilmente detecta, esta teia ardilosa, de difícil desmantelamento, pois funciona como um sensor ao qual o grande capital vai dando mais ou menos calor consoante o seu interesse.
Grande parte dos trabalhadores portugueses não está preparado para enfrentar, esta agressividade politico-laboral, à qual o grande capital adicionou o crédito, como machadada final, só vejo duas saídas para esta situação:-ou o radicalismo, ou uma grande unidade dos trabalhadores.
Que radicalismo?
Que unidade?
Pois!
Tu sózinho não és nada ! Juntos temos o Mundo na mão!
Um abraço do tamanho do mundo para todos!
O povo português caiu numa cilada do grande capital há muito tempo, e está embruxado como tu bem o dizes.
Urge que continuemos a avisar e a acordar a malta, urge…
Bom artigo compañero.
Forte Abraço
Excelente texto. Uma perfeita radiografia do estado da coisa a que isto chegou.
um abraço
Não gostar de trabalhar é subjectivo.
Bem visto.
A revolução é hoje!
Zorze
Por vezes questoiono-mwe se não sou improdutiva, é tarde de sabado está chuva, devia de estar no Cinema, a namorar, a mimar os meus meninos, a ler um livro, a fazer prendas de Natal, e estou a trabalhar….
Acho que si é deliberado, principalmente a parte de desacreditar os serviços públicos.
Assim cresce a economia paralela e a banda continua a tocar!
Beijos
companheiro
Está na hora de produzirmos informação para os que não tem acesso a ela
Está na hora de produzirmos meios para quem não pode subsistir
Está na hora de tirar aos ricos o caviar para dar pão aos pobres
Está na hora de prduzirmos chumbo para aplicarmos nas mesas de voto
E se não nos deixam , atravès da produção de subterfugios , chegar à hora da mudança
Então,sim, está na hora de produzir….a revolução inacabada!
abraços a produzir mudança
duartenovale