Quando outrora os nossos antepassados se questionavam perante certos fenómenos da natureza, por falta do conhecimento de tais eventos, sobretudo os mais impactantes, atribuía a explicação a seres divinos, transcendentais. À falta de conhecimento caberia uma ilusão, como forma de resposta.
De um infindável emaranhado de condicionalismos biológicos a espécie humana desenvolveu recursos cognitivos a um ponto capaz de complexizar a imaginação e ideias, quando ao mesmo tempo ter extremas dificuldades em compreender e trabalhar a sua própria mente.
Temos exemplos de pessoas brilhantes ao nível da ciência e das artes, que comprovam a nossa imensa capacidade criadora, mas que, no campo relacional são um verdadeiro desastre. Outros patologias desesperantes.
Existem várias inteligências e atingir níveis elevados numa, não significa necessariamente o alcançar em outras. Da matemática à musical, da expressão corporal à de planeamento, da psíquica à social, entre outras. Das 7 que se conheciam, hoje vão se descobrindo mais “tipos” de inteligências.
É aqui que entra o ego na defesa da razão. Tal sentimento fruto da nossa evolução cognitiva é a semente das atrocidades históricas que parcialmente conhecemos, pois o que verdadeiramente conhecemos são pontos de vista de quem a escreve, colocando a sua razão, deriva do seu ego.
A questão é que cada um de nós não sabe gerir o seu ego e dos que o rodeiam.
Daí vêm as guerras, a imposição de ideias à força e a resistência, como contra-imposição às ideias de outros.
Se não compreendermos isto, viveremos num ciclo vicioso.
O próximo passo da Humanidade será quebrar este elo, para mais um salto. Ainda falta tempo, pois na existência do Planeta, estamos cá há pouco tempo.
É preciso dar tempo ao tempo… Descontando o facto de toda a gente querer ter razão!


Zorze
Eu nem quero ter razão, quero ser feliz, quero que os meus filhos tenham futuro, para isso acontecer tenho que tentar construir um mundo melhor, mais justo.
beijos
Ana,
A felicidade é dos sentimentos mais fáceis de vender e manipular na sociedade humana.
Não nascemos para ser felizes, mas sim, para aprendizagem e cura.
Lembra-te que este Planeta, é uma Escola-Hospital.
Quanto ao futuro, repara presentemente, que todos temos passado.
Beijos,
Zorze
Um tema muito interessante, que podia durar horas, a ser discutido.
Aprende-se por defesa ou por necessidade, fórmulas para se conseguir ser feliz!Construimos castelos, pensamos nos nossos objectivos que podem ser só para nós, em conjunto se pensarmos nos outros (muito mais complicado mas é possível). O meu bem, pode ser o mal de outros. Para mim, a felicidade pode ser uma pequena coisa, o que eu tenho, o que eu sou, ou no que eu acredito e penso em conquistar etc etc..
Abraço e boa semana.