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Os mais de 35 mil milhões de euros a pagar de juros pelo empréstimo da troika correspondem à estimativa de toda a receita fiscal para 2012; daria para pagar todos os salários de trabalhadores da administração pública, seja central, local ou regional durante 4 anos.
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Os 12 mil milhões de euros disponibilizados à banca, para que não tenham os accionistas – eles que receberam os lucros – que pôr dos seus capitais, são mais do que todas as pensões pagas pela segurança social aos reformados portugueses.
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Os 8 mil milhões de euros que, entre pagamentos e garantias, já estão empenhados pelo Estado, directamente ou através da Caixa Geral de Depósitos, no BPN. Esses 8 mil milhões de euros chegariam para pagar durante 4 anos a comparticipação a 100% – isto é, a gratuitidade – de todos os medicamentos receitados em ambulatório em todos os hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.
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Os 450 milhões de euros já pagos no processo do BPP são aproximadamente a mesma verba retirada desde 2010, anualmente no abono de família e no rendimento social de inserção, em conjunto.
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O mesmo governo que corta nas verbas para o Serviço Nacional de Saúde, entrega 320 milhões de euros em 2012 às parcerias público-privadas na saúde; é um valor quase 14 vezes superior a todo o investimento público do Ministério da Saúde em 2012, que é só de uns míseros 23 milhões de euros.
Na verdade são muitos os milhões que por aí andam a encher os bolsos dos mais ricos…

António Vilarigues


com não sou douto ou entendido na matéria gostava que me explicasse ou me pudesse responder a certas questões que lhe gostaria de colocar.
Em primeiro lugar, se pedimos resgate financeiro, porque não devemos pagar o que nos emprestaram? em segundo lugar, se não é injectado dinheiro na banca, como podem os accionistas comprar acções dos mesmos banco portugueses e investir em portugal? em terceiro lugar, a injecção de dinheiro na CGD não se prende por este ser dos principais bancos que dá reformas aos portugueses? é preferível deixá-lo ir à falência? em quarto lugar o BPP foi desencadeado na era “Sócrates” e ai ninguém falou ou refilou, apenas se cumpre aquilo que foi assinado por outros… é ingrato e seria nisso que devíamos reparar ou não? por ultimo, as PPP na área da saúde, não serão essenciais ao funcionamento da mesma? ou Portugal tem capacidade para garantir todos os meios que existem num hospital?