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Archive for the ‘Luta!’ Category

Ouss

Master Sensei San

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A PARTIR DE JANEIRO DE 2011, A PETROGAL – GALP APESAR DE TER JÁ AUMENTADO O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS AGORA EM DEZEMBRO DE 2010, PREPARA-SE PARA AUMENTAR MAIS E COM UM NOVO IVA OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS EM 2011.

É VERGONHOSO O QUE ESTA EMPRESA SEM ESCRÚPULOS E DE ÍNDOLE IMORAL TOCANDO A FRONTEIRA DO CRIME SOCIAL, VAI FAZER AUMENTAR TODOS OS BENS ESSENCIAIS DADA A LOGÍSTICA PORTUGUESA ESTAR CENTRADA EM ESTRADAS EM VEZ DE CAMINHOS DE FERRO.

DESTA FORMA OS AGIOTAS QUE NOS (DES)GOVERNAM, GANHAM FORTUNAS EM IMPOSTOS:

– IMPOSTO SOBRE COMBUSTÍVEIS = 60%

– IMPOSTOS SOBRE PORTAGENS = 60%

– IMPOSTOS IA = 33% ACRESCIDO DE IVA A 23% (DUPLA TAXAÇÃO)

– IMPOSTO DE CIRCULAÇÃO (VARIÁVEIS)

– IMPOSTO SOBRE INSPECÇÕES PERIÓDICAS OBRIGATÓRIAS = IVA A 23%

(Inspecções Periódicas a Veículos mais caras.
Os valores fixados pela portaria dos ministérios da Economia e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações serão ainda acrescidos de uma taxa de 23 por cento relativa ao Imposto de Valor Acrescentado (IVA) e aplicam-se que às inspecções obrigatórias quer às facultativas.)

A GALP (PETROGAL – EMPRESA MONOPOLISTA) TEVE LUCROS DE :

Lucros da Galp aumentam 48%

O lucro ajustado da Galp Energia subiu 48 por cento nos nove primeiros meses do ano, para 266 milhões de euros, face a período homólogo de 2009

Nas contas apresentadas, a Galp indicou ainda que os resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBIDTA) ajustados cresceram 41,1 por cento, para os 677 milhões de euros.

Lucro de 266 milhões de euros

TEMOS OS COMBUSTÍVEIS MAIS CAROS DO MUNDO

A PARTIR DE JANEIRO DE 2011 VAMOS FAZER UM BOICOTE TOTAL AOS POSTOS DA GALP,  EM DEFINITIVO ATÉ QUE SEJAM FORÇADOS A BAIXAR O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS, POIS É ALI QUE LHES VAI DE FACTO DOER.

NÃO O FAZER, É UMA IRRESPONSABILIDADE E UMA VERDADEIRA PROVA DE COBARDIA, JUSTIFICANDO QUE O POVO PORTUGUÊS TÊM APENAS AQUILO QUE DE FACTO MERECE.

É ISSO QUE QUEREMOS?

BOICOTE TOTAL SEM LIMITE DE TEMPO

DESAFIO TODOS OS BLOGUES DE PORTUGAL A DIVULGAR E A INCENTIVAR ESTA INICIATIVA.

Ouss
Master Sensei San

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HOUVE ALGUÉM QUE SE ENGANOU!

 

Ouss

#Sensei

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Candidatura Patriótica e de Esquerda

Francisco José de Almeida Lopes
55 anos
Electricista
Funcionário do PCP

Natural de Vinhó, concelho de Arganil.

Habilitado com o curso industrial de montador electricista, na Escola Industrial Marquês de Pombal.

Participou na actividade associativa do movimento estudantil no Instituto Industrial de Lisboa (actual ISEL) nos anos lectivos de 72/73 e 73/74.

Activista do Movimento Democrático, no plano estudantil e na base de Moscavide, participou no III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, no Encontro da CDE em Santa Cruz e na acção política eleitoral de Outubro de 1973.

Foi membro da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em 1973 e 74 e é membro do PCP desde 1974.

Trabalhou na Applied Magnetics, onde foi membro da Comissão de Trabalhadores e da célula do PCP da empresa. Participou na acção sindical no âmbito do Sindicato dos Electricistas do Distrito de Lisboa.

Membro do Comité Central do PCP desde o IX Congresso (1979).

Eleito membro suplente do Secretariado do Comité Central do PCP no XII Congresso (1988).

Membro da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central desde o XIII Congresso (1990), responsável pela Área do Movimento Operário, Sindical e das Questões Laborais e pelas Questões da Organização Partidária.

Deputado à Assembleia da República eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal.

[ www.franciscolopes.pt ]

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É preciso bom senso por parte do Povo de Portugal e capacidade retrospectiva, com coerência e objectividade inteligentes, para analisar o que deram até aos dias de hoje a Portugal pessoas como Cavaco Silva, Manuel Alegre, ou mesmo Fernando Nobre (testa de ferro da Maçonaria e seu correlegionário Mário Soares) e Defensor Moura. Em 35 anos desde o golpe de estado de 25 de Novembro de 1975, onde o 25 de Abril de 1974 foi derrotado no plano militar, com a conivência de Otelo Saraiva de Carvalho. o qu ederam de facto a Portugal estas pessoas?

  • Está Portugal melhor?
  • Está o povo feliz e contente?
  • Socialmente temos um país mais justo?
  • Os direitos e liberdades integrais no que respectivamente diz direito à saúde, educação, assistência social e emprego melhoraram?
  • Ou pelo contrário, graças a pessoas como estas, piorou tudo?
  • Terão os nossos filhos um futuro garantido?

Ou estarão durante a arrumação de prateleiras num qualquer hipermercado a discutir se fazem ou não o mestrado e ou doutoramento e os seus custos, pois talvez assim passem de simples repositores a 425,00€ por mês, a chefes de turno da reposição com 500,00€ por mês?!… Não serão simples “Dr.” mas passarão a mestres ou doutores a sério.?

Isto para vos apresentar um candidato que não sendo visível o seu trabalho, há muito que tudo tem dado por este povo de Portugal, luta pelos tais direitos que hoje nos tiram pouco a pouco, desmascara as sistemáticas tentativas de pessoas como Cavaco Silva e Manuel Alegre muito em particular, de serem coniventes com esta sistematização de retirada de direitos, liberdades e garantias ao povo de Portugal, apoiaram e apoiam o fecho de empresas embora publicamente digam o contrário, mas a verdade é que nada fizeram nem fazem, tão pouco quando esses encerramentos são ilegais e repletos de corrupção.

Deixaram e deixam esses lacaios que são hoje o governo de Portugal, eleito na manipulação da informação e em técnicas comportamentais estudadas de forma a condicionar o voto do povo, que se vê constrangido perante o acto eleitoral a agir como uma qualquer claque futebolística, em total desprovimento de conteúdo e vazio de concepções próprias, numa atitude a que foi habituado e treinado durante 35 anos e com aproveitamento de 48 anos de Estado Novo Salazarista e pré-neoliberal, pois a génese do Neoliberalismo é gerada no seio do Nacional Socialismo Alemão e do Fascismo Italiano, reanimada no período de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, continuado em força pela família Bush e posto em pratica na própria génese da CEE actual UE.

Francisco Lopes, não é uma marioneta neoliberal, não é um dos fantoches destes neoliberais, é precisamente aí que Francisco Lopes, um operário electricista, lhes fica atravessado na garganta é alguém que não controlam nem podem controlar, ele não lhes deve nada!… Não tem as grandes multinacionais a apoiarem a sua candidatura, nem as fundações do oriente ou Mário Soares, tão pouco a maçonaria ou a opus dei, apenas é apoiado pelo povo a que pertence e orgulha-se disso, de cabeça erguida entre professores doutores que em 35 anos apenas demonstraram incompetência, incapacidade mas acima de tudo cobardia,  para fazerem o que quer que seja por este povo que agora agoniza nesta hedionda e hipócrita crise alimentada expressamente pelo neoliberalismo para tudo justificar na retirada de direitos, garantias e liberdades ao povo, reduzindo-o a nada, a simples paus mandados que na precariedade da sua sobrevivência caem de joelhos como tordos em época de caça nesta falaciosa crise que apenas terminará quando todos os direitos e garantias de quem trabalha por conta de outrem o não forem mais, e o estado for meramente representativo e sem poder, anulando assim qualquer poder do acto de sufrágio universal, que em gíria será um estado democrático, mas na realidade dos factos será um estado de economia ditatorial de cariz neoliberal onde as poderosas multinacionais são quem realmente dita as regras e deterão o poder legislativo, judicial e executivo, em detrimento de um estado fantoche eleito “democraticamente” pelos seus cidadão, mas que na realidade vale um pouco menos que nada, não podendo aqui serem designados de ditadores mas de democratas que até deixam o seu povo se exprimir nas urnas, pois ganhe quem ganhar, já será muito tarde e os condicionalismos, impeditivos de qualquer retrocesso, sendo qualquer manifestação contrária  ferozmente reprimida, deixando apenas uma e uma só solução ao povo, a retoma do poder por este através e pelo uso da força.

Este quadro, sei que não é bonito, mas por favor atentem aos sinais que vos são dados diariamente, onde um desses é claramente o evidente e descarado boicote dos meios de comunicação portugueses ao PCP e a sistemática pressão que fazem para colar o PCP a tudo o que devidamente bem ensaiado e preparado se relaciona com aspectos negativos e perniciosos.

Eles traçaram já o plano de desmembramento do PCP há muito, mas este teima em não se deixar desmembrar, agora resta a pergunta: – QUE MAIS IRÃO ESTES LACAIOS NEOLIBERAIS FASCISTAS ATIRAR CONTRA O PCP?

Fica para quem quiser a seriedade de regresso a Portugal a entrevista efectuada ao candidato verdadeiramente independente do neoliberalismo, Francisco Lopes candidato da CDU e de todos os Portugueses que verdadeiramente querem Portugal de volta ao seu povo.

“Há muitos poderes presidenciais que não são usados”

por JOÃO CÉU E SILVA

É membro dos mais altas instâncias do Partido Comunista Português mas também um dos dirigentes menos conhecidos dos eleitores. Decerto que deixará de o ser mal as suas prestações na comunicação social tornem conhecida a energia deste deputado electricista e rival de Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre e Defensor Moura na corrida presidencial do próximo ano

Ficou surpreendido com o anúncio do “despedimento colectivo” de um milhão de cubanos feito pelo comandante Fidel Castro?

O tema da entrevista são as eleições presidenciais em Portugal e a realidade portuguesa!… Em relação a essa questão, posso dizer que olhamos para o mundo e vemos em Cuba um exemplo notável de soberania, determinação em torno de um ideal e de um projecto humanista. Não apenas para o povo cubano mas para toda a América Latina e todo o mundo, isto em circunstâncias muito adversas de bloqueio e de acções sistemáticas ao longo de décadas.

Isso justifica esta mudança de rumo?

Os dirigentes cubanos têm todo o direito de pensar em cada momento quais são as formas de organização do seu Estado e dar resposta aos interesses do povo. Creio que a forma como se coloca a questão – “despedimento colectivo” – não é ajustada para esta realidade até onde a conhecemos, porque as notícias são recentes. Até gostaria de dizer mais, que o princípio essencial de uma sociedade socialista é de a cada um, segundo as suas possibilidades, o seu trabalho. Se for isto que for aplicado em Cuba no processo em curso de afirmação do seu projecto, responde às necessidades de todos os trabalhadores cubanos, perspectivando uma experiência que é de grande utilidade, não apenas para aquele povo mas para o mundo.

Nessa dialéctica marxista, pode concluir-se que o fim do Muro de Berlim não o espantou?

Há muitas pessoas que olham para determinados acontecimentos da evolução histórica e que os usam para dizer que a humanidade parou no sistema capitalista. Essa pergunta corresponde a uma metáfora muito antiga, bem conhecida dos portugueses, que é a célebre imagem do Velho do Restelo, que perante o primeiro soçobrar das naus portuguesas que saíram da barra do Tejo dizia “nunca mais se atrevam, não passem além da barra do Tejo”. Se se tivesse seguido esse conselho, a humanidade não tinha progredido e esse problema põe-se também do ponto de vista social. Há hoje a teoria dos velhos do Restelo da organização da sociedade e eu não penso que o capitalismo seja o patamar mais avançado da civilização humana, é necessário ir mais longe.

Esta alteração do caminho da revolução socialista cubana não é, então, um retrocesso?

A experiência de cada povo e país tem de ser, em primeiro lugar, apreciada pelo próprio povo e pelos seus dirigentes. A afirmação deste princípio, inerente ao socialismo, será uma afirmação do processo cubano.

Álvaro Cunhal teria contornado a questão de um modo parecido como o que está a fazer…

Cada pessoa é uma pessoa e cada dirigente político tem as suas características. É nesse quadro que dou esta resposta.

Quando o descrevem como tímido, perante estas respostas parece mais arrojado… Nesse aspecto talvez não seja a melhor pessoa para me caracterizar a mim próprio.

Está preparado para este combate político?

Inteiramente! Não apenas para o combate político da campanha mas também para assumir todas as responsabilidades que o povo português entenda dar-me nestas eleições presidenciais. Eu candidato-me à Presidência da República, sou candidato a presidente com tudo o que isso implica.

Qual dos quatro rivais vai ser mais complicado combater?

A minha candidatura posiciona-se com um projecto para Portugal. Não ignoro que há outros candidatos e um presidente da República em funções, mas tudo isso são elementos de enquadramento em relação a uma realidade que se sobrepõe: o facto de a minha candidatura ter um projecto próprio para o País numa situação que é extraordinariamente difícil. A expressão “desastre nacional” não é exagerada se este rumo continuar.

Por isso a sua candidatura?

É nestas condições que entendo que é necessário dar uma oportunidade ao povo português para uma opção nova que seja de ruptura e que abra uma fase nova da vida nacional ao aproveitar as potencialidades que existem. Porque nós pensamos que Portugal não é um país pobre, entendemos que tem possibilidades para ser mais desenvolvido e mais justo. E é neste quadro que coloco aos portugueses uma escolha que têm de fazer.

Será que terão interesse em fazê-la?

Para grandes problemas, grandes escolhas, e a minha candidatura protagoniza isso. Nós olhamos para o actual Presidente e entendemos que a sua continuação não seria apenas manter os problemas mas o seu agravamento. Cavaco Silva, nos últimos 25 anos, teve 15 anos das mais altas responsabilidades políticas do País enquanto primeiro-ministro e presidente da República. Ninguém que olhe para a realidade nacional actual e para o futuro pode perspectivar que da sua parte haja qualquer caminho para resolver os problemas nacionais.

E em relação às outras candidaturas?

Há também uma diferença muito clara. A minha candidatura é a única que não tem o compromisso com as políticas e com o rumo que levou ao afundamento do País. É a única que tem um projecto de ruptura e de mudança para um caminho novo para o País. Isso vê-se relativamente às candidaturas de Manuel Alegre, Fernando Nobre e Defensor Moura, diferentes entre si mas todos têm responsabilidades neste processo devido à falta de clareza quanto às rupturas necessárias.

Dê um exemplo?

No que respeita à soberania nacional, por exemplo. A reflexão que fazemos aponta para a necessidade de apostar na produção nacional, no aproveitamento das riquezas do País, no aumento dos salários, das pensões e na melhoria do poder de compra como factor de justiça social e de promoção do desenvolvimento económico e de apoio às PME.

Mas essa é uma questão de governação?

Ainda recentemente vimos esta aceitação do Governo PS com o visto prévio dos orçamentos pela União Europeia e temos os comentários do actual Presidente, que diz “isso não é bem assim” e que “já estava até previsto”; Manuel Alegre veio dizer que “é uma beliscadela na Constituição”, mas sorri e segue em frente! Não é o que se passa, pois o visto prévio tira a soberania ao Estado e ao povo português no promover das grandes linhas do desenvolvimento.

No entanto, o PCP nunca tem querido ser governo, nem fazer coligações. Porquê?

Eu sou candidato à Presidência da República e só posso responder nesse quadro. Está apenas nas mãos dos portugueses a decisão e, se o fizerem nesse sentido, estou disponível para assumir as responsabilidades. É a questão essencial que se coloca relativamente às presidenciais, em que não há nenhuma hesitação.

Mas na questão de ser governo…

Relativamente a essa parte, direi que o PCP tem como objectivo exercer a máxima influência na vida política nacional. Essa situação não põe de lado a assunção de todas as responsabilidades do ponto de vista institucional e governativo, a única condicionante que temos é o entendimento do povo português nesse sentido. Uma participação dessas teria de ser para um projecto político diferente e que corresponda aos nossos compromissos de sempre e às necessidades do País.

Quanto mais forte for o seu resultado eleitoral, mais fácil é dividir o voto de esquerda e eleger Cavaco Silva?

Exactamente ao contrário! Quanto mais forte for a votação na minha candidatura, mais força se dá a um projecto claro e inequívoco de esquerda para o futuro de Portugal. Quanto mais forte for a votação na minha candidatura, menos hipóteses tem o actual Presidente de vencer as eleições à primeira volta.

Como é que faz essas contas?

Porque não divide, antes mobiliza e acrescenta apoios, participação e votos num projecto político diferente e oposto ao que representa o actual Presidente da República.

Crê que também vai buscar votos ao centro?

Não faço essa análise da realidade! Olho para Portugal e vejo em cada português uma opinião e uma capacidade de observar o País e a sua própria vida. Ao dirigir-me a cada um deles peço que reflictam na situação actual do País e vejam se se impõe ou não um caminho novo. Dirijo-me a cada um e a todos, independentemente de em quem votaram nas últimas eleições presidenciais ou nas últimas eleições legislativas.

Até parece que se está a ouvir Francisco Louçã!

De maneira nenhuma! São projectos, percursos e formas diferentes de estar na política.

Como é que vai evitar que Cavaco Silva ganhe logo à primeira volta?

Todos os que votarem em mim estão a dar um contributo para que Cavaco Silva não tenha 50% dos votos na primeira volta. E o povo português tem força suficiente para inverter o rumo do País e obter outras condições para a sua própria vida. Por isso, apelo-lhes para que usem a força que têm e o seu voto na minha candidatura nas próximas eleições presidenciais.

Acredita na recandidatura de Cavaco Silva? É uma questão que não se coloca uma vez que o que caracteriza estas últimas semanas é uma actuação do Presidente, Cavaco Silva, com uma intensidade de campanha eleitoral que será difícil ter no período da própria campanha. Embora diga que é no quadro das funções presidenciais.

Seria importante aparecer uma segunda candidatura de direita?

No quadro dos objectivos da minha candidatura não é questão relevante ou a que dê particular atenção e importância.

Se conseguir captar o voto comunista por inteiro, Alegre não terá voto útil. É a intenção?

O que quero é congregar o maior número possível de votos do povo português na minha candidatura, que não se confunde nem com a acção desenvolvida pelo actual Presidente da República nem com a acção e a política desenvolvidas pelo actual e anteriores governos do PS. Não vemos que outras candidaturas tenham esta nitidez e há observações feitas por Manuel Alegre que parecem colocar nos objectivos da sua candidatura um pouco a salvação e a continuidade da política deste Governo, o que seria desastroso.

Dá a entender que a candidatura de Manuel Alegre divide a luta da esquerda…

É, sobretudo, uma candidatura de alguém comprometido com este rumo de política que levou à situação actual, e não apresenta – independentemente das declarações – um percurso que se ajuste às necessidades do País.

Adivinha-se que fará uma campanha de modo a que Alegre não tenha um voto comunista…

Vou fazer uma campanha para que se canalizem todos os votos possíveis dos que votaram CDU mas também dos que votaram noutros partidos. É natural que muitos que votaram noutras candidaturas entendam que é tempo de dizer “alto lá, chegou o momento de fazer uma opção que nunca fiz na vida”.

No seu caso, não terá problema que apareça na campanha o líder do partido que o apoia?

A minha candidatura tem clareza nos objectivos e não tem elementos de contradição relativamente à convergência dos apoios.

Alegre diz que nunca se perdeu uma eleição presidencial por causa do PCP, ou seja, considera que irá transferir o voto para ele. Será?

Cada eleição é diferente e cada eleição presidencial é realizada numa determinada época. O grande contributo que o PCP deu para esta é decidir a apresentação de uma candidatura e não há resultados antecipados seja quais forem as sondagens e análises sobre eleições anteriores. Quem vai decidir na primeira volta é o povo português, e, em função dos resultados, se verá quem passa à segunda volta. Aí se verá quem tem de apoiar quem e quem é responsabilizado pelas suas opções políticas futuras.

Desta vez, os portugueses não vão “enganar-se” como fizeram quando elegeram Cavaco Silva ou José Sócrates?

Os portugueses votaram.

São políticos que o PCP critica.

Não é só o PCP que critica, a evidência da evolução do País mostrou que não servem!

Os portugueses enganaram-se ao eleger estes representantes?

Votaram num determinado contexto e com o conjunto de informação que tinham. Quanto a nós, mal para o País, como hoje é visível. O que se coloca é que, estando perante uma nova eleição, equacionem a situação da sua vida e a do País e que considerem se é ou não chegado o momento de optarem de uma forma diferente para que Portugal não tenha os dias contados como nação independente e próspera.

Mesmo com o visto de Bruxelas?

O presidente da República tem entre as suas funções a definição de um elemento essencial que é o garante da independência nacional. E tem de usar todos esses poderes para que a independência e a soberania do povo português ou do seu destino se exerça de facto. Isso implica lutar para um outro enquadramento de Portugal no plano internacional e a diversificação de relações externas, situação contrária ao que fizeram sucessivos governos e presidentes da República, que abdicaram até da concepção dessa estratégia de desenvolvimento nacional.

Mas não foi isso que Cavaco Silva foi fazer à Lisnave? Mostrar a produção nacional?

Não, o que fez na Lisnave foi uma acção de campanha eleitoral encapotada e relativamente a uma realidade que é a de um sector da indústria naval que definhou ao longo das últimas décadas. Com uma realidade social bastante diferente e inaceitável como é o caso, por exemplo, da situação de trabalhadores estrangeiros a viver em contentores! Essa realidade não foi revelada.

Concorda que o Presidente tenha obrigado o Governo e o PSD a entenderem-se na aprovação do próximo Orçamento do Estado?

Ao longo deste mandato temos assistido a divergências e conflitos entre o Presidente e o Governo em questões menos relevantes e a grande concordância e convergência nas políticas económicas e sociais contra os interesses do País. Em relação ao Orçamento, é mais uma vez isso que está em causa. Não são os interesses do País que estão a levar a essa convergência mas os interesses dos grupos económicos e financeiros.

Como candidato, choca-o esta proposta de revisão constitucional do PSD?

A Constituição é um elemento central do País e uma lei fundamental, e corresponde a um compromisso que o presidente da República declara defender e cumprir no acto em que toma posse. Eu candidato-me neste quadro, com os actuais poderes.

Também Cavaco Silva aceitou estes poderes como suficientes.

Relativamente à Constituição, o que é que verificamos? Que este rumo de declínio nacional tem sido realizado numa política contrária e de desrespeito pela Constituição. Em termos mais recentes, é a prática do Governo do PS.

O Presidente deveria ter tido outra atitude?

Na minha concepção do uso dos poderes do Presidente, ele deve intervir com todos os que tem e, no limite dos seus poderes, para que haja um rumo oposto a este. Para além do confronto com a Constituição a partir da acção do Governo, o mesmo PS vem criticar o PSD porque se propõe a alterar o texto. Que são alterações graves mas em que a discussão entre PS e PSD é mais para português ver do que um confronto de posições.

O tempo da apresentação da proposta de revisão é errado?

O problema não é do momento em que é apresentado, é a natureza das propostas que vai em sentido contrário àquilo de que o País precisa.

Se fosse eleito presidente, com quem lidaria melhor: José Sócrates ou Passos Coelho?

Se for eleito presidente da República, e essa é uma questão que só o povo português poderá decidir, o essencial para mim é intervir usando todos os poderes do presidente da República para materializar um rumo diferente que seja a concretização do projecto de democracia política, económica, social e cultural que a Constituição comporta.

Não acha que os portugueses são contra a presidencialização e que essa intervenção seria subalternizar a governação?

De maneira nenhuma! Tudo o que refiro é para fazer no quadro dos poderes do presidente da República e não extravasando os seus poderes. Defendo a sua utilização total, numa perspectiva de construção de um futuro melhor.

Acha que os poderes que o presidente tem são suficientes?

Candidato-me no quadro dos poderes que o presidente tem consagrados na Constituição.

Considera que não são necessários mais poderes?

Não, até porque há muitos poderes que não são usados. Se o direito de veto foi usado várias vezes pelo Presidente da República, nas questões essenciais como o caso do PEC houve quase uma corrida combinada entre o Governo e a Presidência da República para um promulgação num tempo recorde. Há muitos aspectos consagrados na Constituição que não são aplicados, repito.

A que poderes presidenciais se refere?

Os poderes que existem são vastos e é no quadro destes poderes contemplados na Constituição que penso que é possível ter uma intervenção que, em vez de pôr o presidente da República a acentuar a e acelerar as políticas erradas do Governo, as possa evitar e contribuir para uma mudança em sentido contrário. Embora pense também que, se a mudança de que o País precisa passa por uma nova opção na Presidência da República, ela também exige alterações mais profundas na correlação de forças políticas na sociedade portuguesa. Mas isso será motivo para a luta quotidiana dos trabalhadores e para as eleições para a Assembleia da República.

A pré-campanha decorrerá sob o fantasma da revisão constitucional e da aprovação do Orçamento. É benéfico para o debate?

A campanha tem de estar ligada a todos os problemas do País e essas duas são questões importantes. A minha candidatura, no entanto, verá mais longe do que a penumbra que querem colocar da revisão da Constituição e do Orçamento.

Partilha da ideia de que a candidatura de Fernando Nobre é invenção de Mário Soares?

Não tenho elementos suficientes para me pronunciar nesses termos. O que posso dizer é que a candidatura de Fernando Nobre não tem clareza de propósitos e de objectivos.

“Dançar não é propriamente o meu forte”

Para se ser um bom político tem de se ter alguma demagogia no discurso?

Recuso liminarmente essa ideia. Pode haver quem tenha sucesso na vida política utilizando a demagogia e a mentira, mas no meu partido habituei-me à postura contrária.

Vai superar os 466 507 votos de Jerónimo de Sousa enquanto candidato presidencial?

Não me candidato a percentagens mas para permitir ao povo português a alternativa para as funções de presidente da República.

A sua candidatura é a forma de criar uma alternativa a uma liderança futura do PCP?

Conhecem muito mal o PCP os que pensam que com a gravidade que os problemas apresentam o PCP fosse decidir a apresentação de uma candidatura por qualquer cálculo interno. Jerónimo de Sousa tem todas as condições – força, determinação, convicção e capacidade – para ser a solução de secretário-geral para o presente e o futuro.

Porque é que o escolheram?

É uma avaliação colectiva. Certamente porque entenderam que é um imperativo intervir com uma candidatura que reúna condições para travar esta importante batalha.

Nunca foi preso político?

Comecei a minha militância com 17 anos num movimento associativo estudantil [União de Estudantes Comunistas] e tive uma situação – que não se compara com a de outros camaradas – de assalto da PIDE à casa onde vivia, procurando identificar ligação directa com o PCP, mas não fui preso.

Como é que os históricos vêem um dirigente do PCP sem esse passado?

No PCP essa questão foi muito bem resolvida há mais de três décadas.

Quando foi a primeira vez que tomou conhecimento da existência de Álvaro Cunhal?

Foi em 1972/73, quando comecei a minha actividade política, por ouvir falar e por textos. Foi o caso do Rumo à Vitória.

A literatura de Cunhal entusiasmou-o?

Li com muito interesse Até Amanhã, Camaradas e aprecio Estrela de Seis Pontas.

O que achou do último livro do Carlos Brito?

Não li.

Qual é o seu clube de futebol?

Em tempos tive simpatia pela Académica de Coimbra, mas foi-se esbatendo.

O que faz nos tempos livres?

Tenho uma actividade política muito intensa e a minha vida é marcada por isso. Nas férias gosto de nadar; tenho ido mais ao teatro que ao cinema; acabei de ver uma exposição no Museu Nacional de Arte Antiga…

É casado? Tem filhos?

Vivo em união de facto com a minha mulher e tenho duas filhas.

Qual foi o maior desafio da sua vida?

É muito difícil responder a uma pergunta tão totalizante. Direi que cada etapa da minha vida comporta um conjunto de desafios a que procuro responder.

Vai ao supermercado fazer as compras?

Não tão frequentemente como já fui.

Gosta de dançar?

Não é propriamente o meu forte.

Gosta mais da dança política?

Cada uma tem o seu espaço.

Se fosse presidente, o que mudaria?

Portugal. Para melhor.

“É preciso o máximo de apoio à minha candidatura para não eleger Cavaco”

Mantém que o seu objectivo principal é derrotar Cavaco Silva?

O objectivo essencial da minha candidatura é apresentar um projecto ao País de alternativa para o exercício das funções de presidente da República, que abra um caminho de esquerda que permita o desenvolvimento, a justiça e o progresso social. E isto envolve que Cavaco Silva não seja eleito e a necessidade do máximo apoio à minha candidatura para que se abra esta janela de esperança.
Se houver uma segunda volta, o PCP terá de apoiar Manuel Alegre?

Terei todo o gosto e interesse em responder à questão após a primeira volta. Até lá, concentrarei toda a minha energia e convicção nesta mensagem de um projecto político que é o único não comprometido com o afundamento nacional e capaz de mudar.
Isso pressupõe que levará a sua candidatura até ao fim?

É claro e inequívoco que assim é.
Mas numa segunda volta, se Manuel Alegre tiver mais votos, o PCP decerto que o apoiará?

É o que já disse: esse tipo de questões, seja em relação a Manuel Alegre, a Fernando Nobre, a Defensor Moura ou a qualquer outro candidato que se coloque, terei todo o gosto em responder depois. Esperando até que não seja necessário ser eu a responder-lhe, porque cabe ao povo português decidir se sou eu que tenho de dar a resposta. Não está escrito em lado nenhum que o povo português não tenha o direito de votar maciçamente na minha candidatura para que tenha perspectivas diferentes do que sugere.
Até temos um exemplo histórico, de quando Álvaro Cunhal teve de pedir para se engolir o sapo e votar em Mário Soares.

Disse bem, histórico. É que cada fase da vida nacional é uma nova fase. Estamos numa situação em que há uma opção de ruptura com a política de direita e de um rumo diferente para o País. Só a minha candidatura afirma esse projecto e é isso que eu transmito aos portugueses, dando essa oportunidade de alternativa.
Para o presidente da República seria importante haver uma convergência de esquerda?

A questão da convergência é interessante, mas para mim aquela que se coloca sempre é: convergência em torno de quê? O projecto de ruptura com a política de direita implica que o poder político não esteja controlado pelo poder económico e pelos grandes grupos económicos e financeiros. Que é o que acontece ao longo destas últimas décadas, quando respondeu bem a esses interesses porque em momentos de crise e de combate ao défice esses grupos têm sempre lucros elevadíssimos e crescem. A questão da convergência coloca-se sempre em primeiro lugar em torno de um programa de mudança que responda às necessidades dos trabalhadores e de Portugal.

(Ipsis verbis)

Ouss
(Yakusa Sensei)

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Divulgar este artigo é lutar contra estas medidas do governo de uma profunda insensibilidade social Pág. 1

Eugénio Rosa – Economista – Mais estudos disponíveis em www.eugeniorosa.com

DECRETOS-LEI 70/2010 E 72/2010 QUE REDUZEM OS APOIOS AOS PORTUGUESES COM RENDIMENTOS INSUFICIENTES E AOS DESEMPREGADOS ENTRARAM EM VIGOR EM 1.8.2010

Com o pretexto de que a economia portuguesa está a recuperar, mas fundamentalmente com o objectivo de reduzir o défice orçamental de 9,3% para apenas 2% do PIB entre 2009 e 2013, o que corresponde a uma redução da despesa publica de 12.234,8 milhões € em 4 anos, que significa um corte muito grande, o governo, através do Decreto-Lei 77/2010, eliminou as medidas extraordinárias de apoio aos desempregados que eram para vigorar durante a crise, e que foram as seguintes: (a) Eliminação da prorrogação por mais 6 meses do subsídio social de desemprego inicial e subsequente; (b) Eliminação da redução do prazo de garantia (numero de dias de descontos para a Segurança Social) para se ter acesso ao subsidio de desemprego que era de 365 dias e que agora passou para 450 dias; (c) Eliminação da majoração de 10% do subsidio de desemprego para os desempregados com dependentes a seu cargo. Portanto, medidas todas elas que vão atingir profundamente todos os portugueses que não têm trabalho, reduzindo ainda mais os que têm direito a receber o subsidio de desemprego. E isto quando o numero de desempregados a receber subsidio de desemprego não para de diminuir. De acordo com o Ministério do Trabalho, em Fevereiro de 2010 eram 370.658, mas em Junho de 2010 já apenas 352.846, ou seja, menos 17.812.

Para além destas medidas extraordinárias que o governo tinha aprovado no inicio do ano para vigorarem até ao fim de 2010, mas que eliminou em Junho deste ano, este governo aproveitou   “embalagem” e eliminou também uma medida que não era extraordinária, que tinha sido implementada através do Decreto-Lei 245/2008, portanto muito antes das chamadas medidas extraordinárias, que era a seguinte: “Os titulares do direito a abono de família para crianças e jovens, de idade compreendida entre 6 e 16 anos durante o ano civil que estiver em curso, têm direito a receber, no mês de Setembro, além do subsídio que lhes corresponde, um montante adicional de igual quantitativo que visa compensar as despesas com encargos escolares, desde que matriculados em estabelecimento de ensino”. Após a publicação do Decreto-Lei 77/2010, passaram a ter direito, não todas as famílias que recebiam abono como acontecia, mas apenas as beneficiários pertencentes ao 1º escalão do abono de família, ou seja, passaram a ter direito a este adicional de abono a receber em Setembro de cada ano apenas as famílias cujo rendimento familiar a dividir pelo numero de filhos com idade entre os 6 e 16 anos seja inferior a 209,61€/mês, o que reduziu drasticamente o numero de famílias com direito ao adicional do abono de família.

E como tudo isto já não fosse suficiente, este governo aprovou dois outros decretos – o Decreto Lei 70/2010 e 72/2010 – que entram em vigor dois meses após a sua publicação, ou seja, em 1 de Agosto de 2010, que reduzem o apoio aos portugueses com rendimentos insuficientes, portanto próximos ou mesmo no limiar da pobreza, e aos desempregados. E são esses dois decretos que entrarão em vigor no inicio de Agosto, que revelam um profunda insensibilidade social, que vamos analisar seguidamente procurando tornar claros os seus efeitos.

O DECRETO –LEI Nº 70/2010 – A alteração da chamada condição de recursos vai reduzir significativamente o direito a apoios sociais em 200 milhões de euros por ano

O acesso em Portugal a muitas prestações de apoio social (abono de família, abono pré-natal, subsidio social de desemprego, complemento solidário de idoso, rendimento social de inserção, acção escolar, taxas moderadoras, comparticipações nos medicamentos, comparticipação nas despesas dos utentes de cuidados continuados, etc.), de quem não possua recursos  uficientes depende de cumprir a chamada “ condição de recursos”, que é definida com base no  endimento “per capita” do agregado familiar.

O governo para reduzir o numero daqueles que têm direito a esses apoios sociais alterou a formula como se calcula o rendimento “per capita”.

Até aqui só eram considerados como pertencentes ao agregado familiar aqueles em que se verificava uma relação dependência económica. Após 1 de Agosto de 2010, com a entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010, são consideradas todas as pessoas em economia comum, ou seja, que residem no mesmo alojamento e suportem em conjunto as despesas fundamentais ou básicas, portanto muitas mais, o que fará aumentar o rendimento familiar, e quanto maior seja o rendimento familiar menos é a probabilidade de ter direito a apoios sociais.

Para além disso, até aqui o rendimento “per capita” era obtido dividindo o rendimento do agregado familiar pelo numero de pessoas que o constituíam. Após 1 de Agosto de 2010, com a entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010, já isso não acontece. O 1º adulto “vale” 1, mas cada adulto seguinte vale apenas 0,7; e as crianças, cada uma somente 0,5.

Um exemplo, para tornar as consequências desta alteração mais claras. Imagine-se um agregado familiar cujo rendimento é de 1000€/mês, constituído por 2 adultos, em que um foi despedido, e por duas crianças. Até aqui o rendimento “per capita” do agregado familiar obtinha-se dividindo os 1000€ pelas 4 pessoas, o que dava 250€. Agora divide-se apenas por 2,7 (o 1º adulto=1; o 2º adulto =0,7; cada criança =0,5), e obtém-se já 370€, de rendimento “per  apita”. Para se ter acesso ao subsidio social de desemprego é obrigatório que o rendimento “per capita” do agregado familiar do desempregado seja inferior a 80% do IAS, ou seja, a 335€. Pela forma como antes era calculado o rendimento “per capita” o desempregado daquele agregado familiar tinha direito ao subsidio social de desemprego. Após a a entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010 este mesmo desempregado já não tem direito ao subsidio social de desemprego. O que acontece com este subsídio sucede como muitos outros apoios sociais a pessoas a viver no limiar da pobreza.

Portanto, o numero de portugueses com insuficiência de recursos com direito a apoios sociais (abono de família, abono pré-natal, subsidio social de desemprego, complemento solidário de idoso, rendimento social de inserção, acção escolar, taxas moderadoras, comparticipações nos medicamentos, comparticipação nas despesas dos utentes de cuidados continuados, etc.) vai diminuir significativamente. Mas é desta forma que este governo pretende reduzir em 200 milhões de euros as despesas sociais do Estado mesmo a portugueses no limiar da pobreza, ou seja, com um rendimento de 354,85€/mês, para assim reduzir o défice orçamental.

O DECRETO-LEI Nº 72/2010: Reduz o subsidio de desemprego e determina a diminuição geral dos salários no futuro.

E como tudo isto já não fosse suficiente, o governo também alterou a lei do subsidio de desemprego, ou seja, o Decreto-Lei nº 187/2007. Segundo o nº2 do artº 29 do Decreto-Lei 72/2010, que também entra em vigor em 1 de Agosto de 2010, o valor máximo do subsidio de desemprego vai baixar de 65% do salário ilíquido que o trabalhador recebia antes de ser despedido para apenas 75% desse salário liquido, ou seja, depois de deduzir o desconto para a Segurança Social (11%) e a retenção do IRS. Para além disso, o desempregado passa a ser obrigado a aceitar qualquer emprego, sob pena de perder o direito ao subsidio, desde que o salário oferecido nos primeiros 12 meses seja igual ao subsidio de desemprego mais 10%, e depois basta que seja igual ao subsidio de desemprego, que no máximo corresponde a 75% do salário liquido que o trabalhador recebia no emprego anterior.

Portanto, e repetindo para ficar claro, a partir de 1 de Agosto de 2010, com a entrada em vigor do Decreto-Lei 72/2010 não é só o subsidio de desemprego que vai diminuir (passa de 65% do salário ilíquido que o trabalhador tinha antes de ser despedido para apenas 75% desse salário liquido), mas também o salário do desempregado em futuro emprego já que ele ficará obrigado a aceitar um emprego cujo salário seja apenas igual ao subsidio de desemprego após mais 10% nos primeiros 12 meses de desemprego, e depois desse período é obrigado a aceitar um emprego desde que o salário seja igual ao subsidio de desemprego que está receber, o qual no máximo é igual a 75% do salário liquido que recebia antes de cair no desemprego. E se não aceitar perde o direito ao subsidio de desemprego (artº 13º, artº 41, nº1, alínea a; artº 49,nº1, alínea a).

É de prever que os patrões aproveitem esta disposição da lei, ou seja, esta ajuda do governo para baixar ainda mais os salários. Mas é desta forma que este governo pretende promover o emprego em Portugal, reduzindo ainda mais a qualidade do emprego e os salários.

O CARACTER RECESSIVO DO PEC E A INSENSIBILIDADE SOCIAL DESTAS MEDIDAS

O PEC:2010-2013 é um programa recessivo porque reduz a despesa e o investimento publico e diminui o poder de compra da população através do congelamento dos salários e das prestações sociais, ou da sua eliminação, e da subida dos impostos (só a subida do IVA e do IRS reduz o poder de compra da população em mais de 1.260 milhões €/ano). Como se está a verificar igual corte de despesas públicas em todos os países da U.E. (mais de 200.000 milhões €), as exportações tornar-se-ão mais difíceis, e o desemprego vai continuar a aumentar. A saída de Portugal da crise torna-se assim mais difícil

Para além de tudo isso, pelas as medidas analisadas neste artigo que também constam do PEC, fica claro que ele é também um programa que revela uma profunda insensibilidade social. Numa altura como esta é necessário que o País e também as famílias façam uma aplicação rigorosa dos seus recursos, não se endividando mais (as taxas de juro estão a aumentar), e que ninguém cruze os braços, não deixando de participar em movimentos da sociedade civil para que a politica do governo português e da U.E. deixe de se preocupar apenas com a redução do défice orçamental e em “agradar os mercados” e passe a se preocupar com as pessoas, em particular com as que menos têm

Divulgar este artigo é lutar contra estas medidas do governo de uma profunda insensibilidade social Pág. 2

Eugénio Rosa – Economista – Mais estudos disponíveis em http://www.eugeniorosa.com

Eugénio Rosa

Economista

edr2@netcabo.pt, 1.8.2010

NOTA DO SENSEI:

Publiquei isto que me foi remetido via e-mail, porque achei extremamente importante uma análise de um especialista em economia que fosse objectiva e concisa, contra a demagogia deste pinóquio de alcova do cartaz acima.

Creio ser aqui o caso!

Este governo Neoliberal deste alegado partido Socialista na senda de um seu irmão gémeo, o PSD e de um bastardo de direita o CDS-PP, nestes últimos anos, mais precisamente 35 depois do golpe militar que derrubou o MFA e derrubou o 25 de Abril de 74, pensaram eles! Têm tido um comportamento totalmente designado e apadrinhado pelos grandes senhores que através da organização Bilderberg (fomentadora e financiadora para a implementação do Neoliberalismo no Mundo), via os seus meios como a CIA e outros Secret Intelligence Services, que e no caso de Portugal, dada que é a sua dimensão, demasiado pequena para valer o que quer que seja, a opção que houve foi a de sacar à tripa farta numa espiral de corrupções atrás de corrupções, que nestes 35 anos nos colocaram nos primeiros lugares dos países com menos viabilidade político-social, com o maior índice de crescimento da taxa de pobreza, com uma desigualdade social cada vez mais abissal, sendo que muito poucos se estão a tornar imensamente ricos e muitos milhões extremamente pobres,sendo que em Portugal existam cerca de 10 milhões de habitantes, teremos um índice de 1 milionário para 1 milhão de pessoas, das quais 300.000 vivem já abaixo do limiar de pobreza, 400.000 vivem com dificuldades e com créditos a descoberto, 299.000 vivem entre a normalidade de uma classe média e o medo que têm ao ver o seu dia-a-dia perder à medida que estes desgovernos avançam na sua senda de repressão económica, estrangulando o povo e por conseguinte a economia, acumulando em apenas alguns, muito poucos, incluídos nestes 299.000, a capacidade de poderem continuar a poder ter umas férias, uma casa com alguns luxos, uma vida que, que afinal seria a ideal para toda uma nação, mas limitada desta forma apenas a uns privilegiados, que ou são colaboradores activos dos desgovernos,  militares de patente ou para-militares de topo, ainda lacaios e mercenários políticos, arrebanhados pelas diversas regiões, devidamente treinados como infiltrados para e de uma forma algo disseminada, irem exercendo o  mesmo papel que outrora era efectuado pelos agentes e informadores da PIDE-DGS, sempre na mira de um osso maior que os demais, enfim, os vulgo F.D.P. que qualquer pessoa com 2 dedos de testa de imediato reconhece.

É que assim sendo estas bestas ainda estão disseminadas em 2.990.000 pessoas, as suficientes para dar maiorias às bestas PS/PSD/CDS-PP, os VERDADEIROS CULPADOS DE 35 ANOS DE UMA REALIDADE QUE NINGUÉM PODE HOJE NEGAR.


COM ESTA TRÍADE SOMOS A LANTERNA VERMELHA, MAIS SUJA E FALSA DA EUROPA.

Votar nestes energúmenos é um acto CRIMINOSO!

Não me estendo mais, fico hoje por aqui.

“… se não receio o erro, é só porque estou sempre pronto a corrigi-lo”

Bento Jesus Caraça

Ouss

#Sensei

(Master Sensei San)

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Vejam o que The Economist publicou!

Situação do Brasil antes e depois.

· Itens
· Nos tempos de FHC (Fernando Henriques Cardoso)
· Nos tempos de LULA
· Risco Brasil
· 2.700 pontos
· 200 pontos
· Salário Mínimo
· 78 dólares
· 210 dólares
· Dólar
· Rs$ 3,00
· Rs$ 1,78
· Dívida FMI
· Não mexeu
· Pagou
· Indústria naval
· Não mexeu
· Reconstruiu
· Universidades Federais Novas
· Nenhuma
· 10
· Extensões Universitárias
· Nenhuma
· 45
· Escolas Técnicas
· Nenhuma
· 214
· Valores e Reservas do Tesouro Nacional
· 185 Bilhões de Dólares Negativos
· 160 Bilhões de Dólares Positivos
· Créditos para o povo/PIB
· 14%
· 34%
· Estradas de Ferro
· Nenhuma
· 3 em andamento
· Estradas Rodoviárias
· 90% danificadas
· 70% recuperadas
· Industria Automobilística
· Em baixa, 20%
· Em alta, 30%
· Crises internacionais
· 4, arrasando o país
· Nenhuma, pelas reservas acumuladas
· Cambio
· Fixo, estourando o Tesouro Nacional
· Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
· Taxas de Juros SELIC
· 27%
· 11%
· Mobilidade Social
· 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
· 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
· Empregos
· 780 mil
· 11 milhões
· Investimentos em infraestrutura
· Nenhum
· 504 Bilhões de reais previstos até 2010
· Mercado internacional
· Brasil sem crédito
· Brasil reconhecido como investment grade
· É pouco ou quer mais?

·
FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo José Serra entende de economia.
Lula, que não entende de sociologia, levou 32
milhões de miseráveis e pobres à condição de
consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.


Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas,

elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da

nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.
Embora o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que entende
de tudo, diga que não.

Lula, que não

entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista..
Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel,

Obama, Evo etc.
Bobo que é, cedeu a tudo e a todos
.

Lula, que não entende de mulher nem de negro

colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou

– se ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar

de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra

língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação dire

C ta com Bush – notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos “States”.

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe

interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não

entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros

.
Alem
de receber o premio de estadista GLOBAL



·
Pense, o que este homem faria, se entendesse de alguma coisa??????????


Nota do postante:

AFINAL LULA DA SILVA NÃO ME PARECE SER NADA BOBO, COMO OS NEOLIBERAIS BILDERBERG QUEREM FAZER CRER.

PARECE ATÉ QUE ESTE PRESIDENTE DO BRASIL É BASTANTE MAIS COMPETENTE DO QUE MUITOS DESEJAVAM QUE FOSSE, POIS O BRASIL É UM PAÍS RICO, PORQUE RAZÃO HAVERIAM OS NEOLIBERAIS DE MANTER ESTE POVO SEMPRE NA FAVELA?

NÃO SABEM?

PARA EXTORQUIR COMO SEMPRE FIZERAM ATÉ À ÚLTIMA GOTA TODAS AS RIQUEZAS DOS OUTROS APOIANDO FANTOCHES NESSES GOVERNOS E ARMANDO OS SEUS FANTOCHES ATÉ AOS DENTES PARA QU EESTES MASSACREM O SEU PRÓPRIO POVO EM SEU BENEFICIO.

FIDEL, COMBATEU-OS NUMA ALTURA EM QUE SE JUSTIFICOU E JUSTIFICA.

CHAVES COMBATE-OS, EVENTUALMENTE ATÉ PODE EXAGERAR AQUI E ALI.

LULA, É ENGENHOSO E EXTREMAMENTE INTELIGENTE, PARA ALÉM DE SER IGUALMENTE MUITO HUMANO, COMBATE-OS USANDO-OS.

Tenho dito

Ouss

#Sensei


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