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Archive for the ‘mentalidade’ Category

É um documentário interessante sobre cooperativas no Brasil. Para o ver na integra basta clicar aqui. Espero que gostem da sugestão.

# por Leitura Capital

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(Para uma versão com música cliquem aqui! )

Para breve também na Madeira!

Sofia Vilarigues
http://eco-fenix.blogspot.com/

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Durante 48 anos o povo Português foi cobarde, nem coragem tinha para apoiar quem por eles arriscava tudo, até a vida, os COMUNISTAS, pelo contrário até os denunciava se isso lhes desse menos miséria e poder sobre o vizinho.

Há quase 38 anos que o povo Português para além de incomensuravelmente cobarde, é estúpido e demasiado preguiçoso para tentar sequer perceber o que se passa, tirando as eleições no Sporting, as vitórias do F. C. do Porto e o Jesus do Benfica, este povo mais nada sabe!… Apenas que se forem PS ou PSD estão a apostar nas equipas da 1ª liga e alguma há-de ganhar o campeonato, nem que para isso este povo tenha de prostituir-se a si e aos seus filhos, o que importa não são actos nem as suas consequências, o que importa é votar na equipa da 1ª liga que os media tanto promovem.

Levar no cu sim, mas sempre ao som das claques, olééééé, olé, olé, olááááá, o futebol é que dá!…  Olééééé, olé, olé, olááááá, o futebol é que dá!

Diz o povo estúpido:

“Eles querem é todos tacho, eu nem vou votar, aquilo é uma cambada de vigaristas, eu é que nem quero saber!…”

Que inteligência!… Que soberba e profunda, da mais pura e abjecta ESTUPIDEZ!

Anda gente boa e esforçada a lutar por esta escumalha que morde na mão que os procura ajudar!… Mas qual quê! Puta que pariu este povo de gente explicitamente estúpida.

O POVO TEM AQUILO QUE MERECE TER!

Já que teme este povo de acéfalos, que se comam criancinhas ao pequeno almoço e que se dêem injecções atrás da orelha aos velhos, então que seja sodomizado pelos seus queridos e abjectos democratas de mãozinhas de veludo, mais rápidas que o olho pode ver e a anos luz do que o cérebro deste povo parece poder compreender,  no gamanço do alheio, fazendo o alheio pagar o que a ele próprio lhe foi roubado, acreditando este último ser de facto CULPADO.

MAS QUÃO ESTÚPIDO PODE UM POVO SER?

José Mário Branco, tinhas tens e terás sempre razão.

Ouss

Kamikaze Sensei San

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«Geração à Rasca – A Nossa Culpa

“Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente! 

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a geração actualmente entre os 30 e os 50 anos vingaram-se da forma em que foram criados, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.

Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem  Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos phones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.

Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada;

uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.

Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.

Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

 

Pode ser que nada/ninguém seja assim.»


Este texto não é meu, mas mereceu da minha parte alguma reflexão, pelo que resolvi aqui o deixar.

Ouss

Sensei

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Pontes de Mudança – para muito em breve!

Já há página no Facebook – liguem-se!

Sofia Vilarigues

http://eco-fenix.blogspot.com/

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Tenho procurado organizar as ideias para escrever sobre a aprendizagem de acções de resistência dos indivíduos e dos povos, até para compreender melhor a importância das greves e manifestações. Não havendo por agora disponibilidade para escrever algo, colo abaixo dois excelentes textos que penso se complementarem de alguma forma.

O primeiro é sobre a origem da palavra Sabotagem… e da luta dos trabalhadores. E o segundo, sobre a relação entre as pequenas e grandes lutas.

A velha toupeira

A propósito do «pauzinho na engrenagem», de que falava o desenho de Manuel da Palma no nº 2 do Mudar de Vida, lembrei-me de que sabotagem provém de uma palavra francesa, sabot, que significa tamanco. Era o calçado dos operários no começo do capitalismo, isto se tinham alguma coisa para pôr no pé, e como os tamancos eram de madeira e as engrenagens daquela época não eram muito fortes, quando o tamanco caía, a máquina parava, e o trabalhador ganhava assim algum tempo, sobre o tempo de trabalho que tinha de vender ao patrão.

A história registou grandes datas, convulsões mundiais, bandeiras vermelhas desfraldadas ao vento. Mas estes episódios, que constituem o culminar da luta entre as classes, são a cúpula do edifício. Os alicerces são outros, e cavam-se com milhões e milhões de gestos quotidianos, anónimos, persistentes. Imaginam quantos biliões de dólares os patrões perdem por ano devido a materiais que os trabalhadores levaram para casa? Dir-se-á que são roubos, e a lei pune-os como tal, mas na realidade são uma tentativa de reduzir a exploração salarial. Ou dir-se-á que se trata de acções individuais, sem interesse para a luta colectiva. Mas quantos colegas olham para o lado quando outro mete alguma coisa na bolsa ou no bolso? As redes de solidariedade vão-se construindo assim, pouco a pouco, com estes actos elementares. As oposições de classe também, a clivagem entre nós e eles. Sem isto não existe unificação possível das lutas, nem debate de ideias, nem esclarecimento político, nem avanços estratégicos. E quando a hora soa, aqueles que sabem o que está por debaixo podem sorrir e dizer, com a frase de Marx, «bem cavado, velha toupeira!».

Por João Bernardo

“Pequenas” e “grandes” lutas e sua relação dialéctica

Existe uma relação dialéctica entre “pequenas” e “grandes” lutas. Grandes movimentações de massas só são possíveis por via do desenvolvimento molecular e quase subterrâneo da luta concreta no local de trabalho. As ”pequenas” lutas criam no trabalhador a consciência dos seus interesses económicos específicos e um sentido geral de pertença à sua classe. As “grandes” lutas elevam a consciência económica do trabalhador a níveis mais elaborados, permitindo ao trabalhador compreender a ligação entre o conjunto dos patrões e o espelhar dos interesses destes nos governos. Ambas as lutas, por seu turno, forjam uma aprendizagem social e política dos trabalhadores. São por isso elos insubstituíveis e complementares na movimentação dos trabalhadores pela defesa e aprofundamento dos seus direitos, pela construção de uma sociedade socialista, uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem.

Por João Valente Aguiar

Aprendendo…

Tal como num caso que assisti, a simples reivindicação pela manutenção de uma máquina de café levou a que, numa pequena empresa, todos os mais variados empregados, desde a empregada de limpeza aos técnicos, gestores e doutores, se unissem e tomassem a conclusão de que pertenciam um mesmo grupo – o dos trabalhadores (versus os seus dois bacocos patrões). É certo que esta consciencialização foi mais ou menos elaborada conforme as pessoas, mas foi o suficiente para muitos se despertarem para esta e outras lutas, as suas e as de outros, e aprendendo a localizarem-se melhor na sociedade em que vivem. Hoje, mesmo quando os seus dias sofrem os contratempos provocados pelas greves de outros, mantêm a solidariedade e o apoio a esses outros, pois sentem ou sabem estar de alguma forma ligados a eles. Apesar disso, desconheço se, entretanto, alguns deles se terão ligado a alguma organização de trabalhadores, tornando assim as suas acções individuais mais assertivas e elevando a luta a algo superior (e colectivo).

Algo aprendi:
Desde o tamanco ou da reivindicação da máquina de café, passando pelas grandes manifestações e greves, até à luta pelo poder de Estado e a construção de uma nova sociedade, isto anda tudo ligado.

Vai um cafezinho?

# por Bruno e Luiz (Colectivo Leitura Capital)
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No blogue Anónimo Séc XXI, após um texto sobre deficits orçamentais e Orçamento de Estado, Sérgio Ribeiro fez a seguinte pergunta:

Há matérias “chatas”, repulsivas, ou será só alguma inibição em comentar assuntos e temas que se encaram como “reserva de caça” de uns senhores e profissionais ou especialistas? (aqui)

A questão é semelhante a uma outra feita e respondida por Albert Einstein. Foi a questão com que ele iniciou o seu famoso artigo «Porquê o Socialismo?» para a Monthly Review em 1949:

Será aconselhável para quem não é especialista em assuntos económicos e sociais exprimir opiniões sobre a questão do socialismo?

Lendo e reflectindo sobre o assunto, levantemos alguns pontos.

Não sobrestimar a Ciência

A ciência no seu caminho de criar concepções racionais de interpretação e previsão dos fenómenos naturais, encontra logo de inicio um problema: o Universo é uno e todos os fenómenos estão interconectados entre si. Por motivos práticos é, naturalmente, necessário isolar um fenómeno para o poder estudar. É fundamental saber isolar o fenómeno em estudo sem lhe retirar interdependências dominantes.

Por exemplo, na Dinâmica é frequente no estudo da trajectória dum projéctil ignorar o atrito do ar. É um caso em que conseguimos isolar um fenómeno sem que a deformação dos resultados invalide os objectivos do estudo. Mas nas Ciências Sociais, como a Economia, a quantidade de interconexões é de tal ordem que se torna muito difícil estudar determinado fenómeno sem se ter em conta muitos outros. Além disso, a experiência acumulada desde o início do chamado período civilizado da história humana tem sido – como é bem conhecido – largamente influenciada e limitada por causas que não são, de forma alguma, exclusivamente económicas por natureza.¹

Relação entre os especialistas e os não especialistas

Os avanços científicos são realizados por pequenos grupos de indivíduos especializados, mas é quando esse saber se dissemina numa vasta quantidade de pessoas que podem resultar em avanços civilizacionais, sejam eles através da produção de algo ou na forma como algo se organiza, por exemplo: na construção dum comboio, ponte…, ou então, na estrutura orgânica duma empresa, partido, cidade ou Estado.

A Humanidade assiste, a par do seu longo progresso científico, à ousadia das massas aprenderem as conquistas realizadas pela audácia de indivíduos especializados. A ligação entre as minorias especializadas e as massas não especializadas é feita por instituições como as escolas, as bibliotecas, os média, as Igrejasinternet. Algumas, quase apenas se dedicam a proliferar conteúdos obscurantistas e reaccionários que pouco ou nada têm a ver com Ciência e potenciação de melhores condições de vida às populações. São organizações sociais e, como tal, subordinam-se à luta de classes.

Em jeito de conclusão…

Agora, levantados alguns pontos sobre as questões do inicio do post, terminamos com as seguintes palavras dos seus autores:

Devemos precaver-nos para não sobrestimarmos a ciência e os métodos científicos quando se trata de problemas humanos; e não devemos assumir que os peritos são os únicos que têm o direito a expressarem-se sobre questões que afectam a organização da sociedade. – Albert Einstein

Olhem que não são, olhem que não podem ser [temas que se encaram  como “reserva de caça” de uns senhores e profissionais ou especialistas]!Sérgio Ribeiro

Pois A única forma de sermos livres, é sermos cultos.”²

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[1] – Albert Einstein em «Porquê o Socialismo?»
[2] – citação de José Martí
.
# por Bruno e Luiz (Colectivo Leitura Capital)


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