Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘exploração’

Clicar nas imagens para ampliar
António Vilarigues
Anúncios

Read Full Post »

“Este capitalismo está a gerar uma revolta profunda nas massas espoliadas”
“DN” Mário Soares

O carteirista, acossado pela polícia, gritava esbaforido: Agarra… agarra que é ladrão! E na corrida célere, os populares que se lhe juntavam em uníssono repetiam: Agarra que é ladrão! O larápio deu-lhes a dianteira, parou, e ficou vendo os lorpas a correr na peugada da sua própria sombra. E embora mal refeito do susto, o ratoneiro ria, ria até às lágrimas.

O expediente é por demais conhecido e, tal como no conto-do-vigário, o povaréu é apanhado pelo ludíbrio sem fazer o mínimo apelo à reflexão, e os gabirus, sempre atentos, disso se aproveitam.

Este” capitalismo não presta. Calculem!… Larguem-lhes os cães! Ou vão à “Fundação Mário Soares” para a qual contribuímos com os nossos impostos. O “outro” capitalismo, quiçá o dos velhos Mellos, Espíritos Santos e Cia – ou será que é o mesmo? Ou sendo o mesmo “este capitalismo” está cada vez pior?

E os “espoliados” lá vão correndo, sem sentido, sob o olhar finório e atento de quem tem sido suporte de “este”, filho legítimo do “outro”, neto e bisneto do único capitalismo.

E os maraus riem, riem a bom rir.

O necessário é que os incautos espoliados corram atrás do pregão, insultem até o pregoeiro, desde que não o molestem.

As despesas extraordinárias dos submarinos vão ser pagas com receitas obtidas com a transferência do Fundo de Pensões da PT para o Ministério das Finanças. Submarinos que trazem à tona a corrupção em que três gestores alemães e sete portugueses estão acusados de burla qualificada, falsificação de documentos e suborno. Os alemães já foram condenados. Os portugueses continuam a navegar à bolina.

Dir-me-ão. E o que tem a ver o capitalismo com esta gente?

E os swaps, por exemplo, são fruto de que sistema?

Do “socialismo democrático” dirão alguns, outros apelidam-no de “socialismo de rosto humano”. Máscaras do imperialismo sem rebuços.

As «Ajudas aprovadas em 2009 pelo governo: Dois terços da ajuda anti-crise 2,2 mil milhões de euros (61%) foram parar ao sector bancário e 1% para apoio ao emprego».

O lucro da EDP aumentou 4% no primeiro semestre de 2013, face a igual período do ano passado, para 603 milhões de euros”. Seis meses. Lucros!… E os que correm atrás da notícia não se apercebem, ou não se querem aperceber, que esse dinheiro saiu dos próprios espoliados, que a empresa lhes pertencia, que todo esse benefício poderia reverter a favor do bem-estar colectivo: ensino, saúde, segurança na velhice…

Causa e efeito, e porque tal obriga a reflectir, e reflexão feita, leva a procurar concluir, e das conclusões apuradas encontrar o gerador principal da questão que se procurou esclarecer, o que é forçosamente incómodo.

Entretanto, os figurões luxuosamente instalados, vão gritando: Agarra… agarra que é… E por entre contestações, gritos e apupos vão enxugando as lágrimas… de tanto rir.

Não esqueçam que o último a rir…

Cid Simões

Read Full Post »

Como sempre temos vindo a afirmar, a democracia política é indissociável da democracia económica, social e cultural e tem com estas outras vertentes uma relação dialéctica. O inverso é igualmente verdade, adquirindo hoje uma actualidade gritante e uma importância central no desenvolvimento do factor subjectivo da luta.

António Vilarigues

Read Full Post »

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

São criminosos todos os que berrando “democracia” e tendo à sua disposição os mídia, publicitam, veneram e elegem os robôs que nos oprimem.

São criminosos os que, nas campanhas eleitorais, prometem o bem-estar ao povo, e que, depois de eleitos, não só não cumprem como procedem de modo totalmente contrário às promessas propaladas.

São criminosos os que sendo eleitos em grande parte por assalariados governam em benefício dos que os exploram.

São criminosos os que alienam o património pertença do povo que o adquiriu com os impostos fruto do seu labor.

São criminosos os que hoje declaram que é no mar que está grande parte da nossa riqueza, e ontem pagaram para que se abatesse a nossa frota pesqueira.

São criminosos os que destruíram a industria naval de alta tecnologia e de significado relevante para a nossa economia, continuando a destruir o pouco que resta e, nos esbulharam mil milhões de euros para adquirir submarinos. Aquisição agravada pela corrupção em que mergulhou o negócio.

São criminosos os que pagaram para manter as terras em pousio tornando-nos cada vez mais dependentes de bens essenciais à nossa sobrevivência.

São criminosos por terem destruído sectores fundamentais do nosso complexo industrial, lançando no desemprego técnicos altamente qualificados, que dificilmente tornaremos a formar, quando deles necessitarmos.

São criminosos por impelirem à emigração os nossos jovens, muitos com formação superior, obrigados a procurar o seu futuro noutros países. Jovens, que desde a gestação à formação académica nos ficaram por muitos milhares de euros, e que de mão beijada, vão enriquecer outras nações.

São criminosos por ficarmos sem o controlo económico e político, deixando o Estado regido pela banca que nos faz rodar em função dos seus interesses. Para continuar o esbulho, os novos bárbaros acabados de arregimentar, continuam a “diminuir a presença do Estado na economia – deixar a economia para os privados”.

São criminosos por emperrarem o sistema judicial, tornando-o ineficaz, deixando os criminosos de mãos livres, nomeadamente os designados por “colarinho branco”, impedindo-nos de viver num ‘Estado de Direito’.

São criminosos por continuarem a destruir o SNS entregando ao privado o mais abjecto dos negócios; o negócio da saúde. Cumprindo o enunciado de uma ex-ministra da Saúde de que “quem quer saúde pague-a”.

São criminosos porque nos seus actos manifestam frieza e insensibilidade, face ao sofrimento e sacrifícios que impõem, só possível a alienados ou perversos.

São criminosos os que com eles pactuam, admitindo ou fingindo ignorar a crueldade dos seus actos.

São criminosos os que legislam, votam e aplicam leis contrárias à condição humana.

São criminosos porque nos entregaram às mãos dos banksters a quem servem e reverenciam.

Quando forem julgados mil razões há para os incriminar.

Cid Simões

Read Full Post »

A Constituição da República Portuguesa atribui aos trabalhadores um conjunto de direitos fundamentais, individuais e coletivos, garantes da sua dignidade como seres humanos, quer como cidadãos, quer como trabalhadores. Estes direitos fundamentais, nos termos do artigo 18.º da Constituição da República Portuguesa, impõem-se às entidades públicas e privadas, não podendo a extensão e o alcance do seu conteúdo ser diminuídos pela lei ordinária.

Os princípios fundamentais do Direito do Trabalho consignados na Constituição da Republica Portuguesa acolhem um conceito de Direito do Trabalho como direito de compensação e proteção do trabalhador enquanto contraente mais fraco da relação de trabalho, reconhecendo o manifesto desequilíbrio entre os poderes da entidade patronal e do trabalhador, o que está na base da relevância constitucional dada a estes direitos.

Acontece que sucessivas alterações à legislação têm fragilizado a proteção do trabalhador, atacando os seus direitos e desequilibrando, ainda mais, as relações de trabalho. Na verdade, este pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade não pode ser analisado, na opinião dos aqui subscritores, sem ter em consideração as sucessivas alterações que têm vindo a desvirtuar a matriz constitucional do Direito do Trabalho.

Aliás essas alterações legislativas «não cumprem os desígnios constitucionais, infringindo vários dos seus princípios e normas, designadamente, entre outros, o princípio da dignidade da pessoa humana, o princípio do direito ao trabalho e à estabilidade no trabalho, o princípio da conciliação da vida profissional com a vida familiar, o princípio da liberdade sindical, o princípio da autonomia coletiva

Importa referir que a Constituição, sobre este assunto, não é acrítica ou inócua. A Constituição da República Portuguesa assumiu, desde a constituinte, a obrigação de proteger a parte mais vulnerável das relações laborais. Na altura, e com especial relevância no atual momento, a parte mais vulnerável das relações laborais são os trabalhadores. O Tribunal Constitucional não pode nem deve ficar alheio a esta realidade.

Nestes termos, entendem os subscritores, que a Lei n.º 23/2012, de 25 de Junho, contém um conjunto de disposições, a seguir indicadas, que colidem com a Constituição da República Portuguesa, violando diretamente princípios e normas nelas consagradas.

António Vilarigues

Read Full Post »

Não esqueçam as manifestações marcadas para 9 e 16 de Junho. É o caminho da solidariedade.

O desemprego continua a aumentar, confirma-se que a peregrinação não resultou. Se não lutarmos não há santos que nos valham.

Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade”. Passos Coelho. Dixit!

Está desempregado? Não desespere! Monte a sua própria empresa, seja o seu próprio patrão, nós damos-lhe o apoio necessário tal como fizemos à empresa que o despediu e se deslocalizou.

Seja um empreendedor de sucesso, gerente da sua própria oficina, conduza os seus negócios. Liberte-se! Em poucos minutos, ajudamo-lo a oficializar o seu novo estatuto de empresário. Vá à NET e consulte “empresa na hora”, onde será encaminhado por uma mão amiga. Pode formar a sua empresa através das páginas WEB criadas para o efeito, escritórios virtuais com alojamento gratuito on line. Abrimos-lhe as portas do futuro, melhor dizendo, os portões da felicidade.

Para formação dos novos empresários e englobado no “pacote anti-crise“, organizam-se seminários, conferências, cursos abertos ou workshops (é tão snob estar num workshop) com doutores, psicólogos e muitos outros patuscos que se pavoneiam nesses espectáculos que os sustentam.

Aí se estabelece o perfil do pequeno empreendedor ou se encaminha o candidato para as “novas oportunidades” – antes que feche –  um outro embuste que não passa de um entretenimento passageiro.

Fazem crer que é mais fácil ser empresário que obter um emprego e, repetida a ideia à exaustão, até há quem acredite.

Há males que vêm por bem: ficou sem trabalho, mas foi promovido a patrão. Abra um café ao lado daquele café que abriu em frente ao café que faliu. Seja criativo. Sim, criativo! Neste caso não o podemos ajudar, a criatividade terá de ser mesmo sua. Está, pois, de mãos livres e mente aberta, podendo dar largas à imaginação. Nós, governantes, estamos incondicionalmente disponíveis para lhe dar assistência.

Empresa agora e na hora da nossa morte…”. Desculpem, este parágrafo é fruto de uma das muitas peregrinações…

Viva e beneficie da modernidade e das oportunidades que lhe oferecemos; a sociedade mudou e os horizontes alargaram-se. Não seja careta, lembre-se que vive, desde o Homo Sapiens o mais apaixonante momento da história onde o tempo cavalga a virtualidade. Tão lindo, não é?

O desempregado que é potencialmente um empreendedor – expressão muito em voga – não deve empreender, cismar sobre a sua condição de excluído, nem deve dar ouvidos aos sépticos que lembrando Garrett perguntam: “Quantos desempregados são necessários para fazer um pequeno empresário?” Lembre-se que centenas de desempregados criaram as suas próprias empresas, desconhecendo-se quantos já abriram falência. Cerca de um milhão e quinhentos mil desempregados são candidatos a empreendedores

Ficar sem trabalho não é uma fatalidade; é, sim, tal como afirmou um celerado governante que não chegou a ser preso: “um estado de espírito”.

O combustível que alimenta a máquina de fazer os pequenos empresários, engenho tão publicitado pelos governantes, é imposto pelo neoliberalismo que os governos aplaudem, e denomina-se: Exploração.

Cid Simões

Read Full Post »

  • Os mais de 35 mil milhões de euros a pagar de juros pelo empréstimo da troika correspondem à estimativa de toda a receita fiscal para 2012; daria para pagar todos os salários de trabalhadores da administração pública, seja central, local ou regional durante 4 anos.

  • Os 12 mil milhões de euros disponibilizados à banca, para que não tenham os accionistas – eles que receberam os lucros – que pôr dos seus capitais, são mais do que todas as pensões pagas pela segurança social aos reformados portugueses.

  • Os 8 mil milhões de euros que, entre pagamentos e garantias, já estão empenhados pelo Estado, directamente ou através da Caixa Geral de Depósitos, no BPN. Esses 8 mil milhões de euros chegariam para pagar durante 4 anos a comparticipação a 100% – isto é, a gratuitidade – de todos os medicamentos receitados em ambulatório em todos os hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

  • Os 450 milhões de euros já pagos no processo do BPP são aproximadamente a mesma verba retirada desde 2010, anualmente no abono de família e no rendimento social de inserção, em conjunto.

  • O mesmo governo que corta nas verbas para o Serviço Nacional de Saúde, entrega 320 milhões de euros em 2012 às parcerias público-privadas na saúde; é um valor quase 14 vezes superior a todo o investimento público do Ministério da Saúde em 2012, que é só de uns míseros 23 milhões de euros.

Na verdade são muitos os milhões que por aí andam a encher os bolsos dos mais ricos…

António Vilarigues

Read Full Post »