Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Manipulação’

 

O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções
Karl Marx

Sempre que o Ano Novo nos está a bater à porta, são chamados a botar palpites em todos os órgãos de manipulação social – jornais ditos de referência, rádios, televisões e outros megafones do grande capital – especialistas em esoterismo, adivinhos, magos, bruxos, videntes, feiticeiros, todos os profetas da nossa praça, com faculdades divinatórias de amplo leque, que vão dos cartomantes ao especialista em necromancia: os poderes supranormais conglomeram-se para predizerem o que trará dentro de si o bebé anonovo.

Os meus vaticínios têm sido testados; nunca falhei! Então, porque razões me ignoram?

Não me embrenho nas catacumbas do ocultismo, nem me ajoelho de mãos postas procurando respostas do além-mundo. Sou muito mais terra-a-terra: olho em meu redor, observo rostos e leio nas expressões os seus anseios, nos olhares sem expressão as inquietudes e no próprio andar o desânimo ou cansaço.

Nunca falho! Reafirmo! Já sei: dizem que sou agoirento. Mesmo com semelhante epíteto não desisto e, agoirento ou não, sem me socorrer dos astros, porque nem tão-pouco astrólogo sou, afirmo com a maior das convicções que para o ano os ricos serão ainda mais ricos e, como consequência, os pobres serão cada vez mais e mais pobres. Se isto não for verdade que nunca mais possa escrever sequer uma letra!

A corrupção continuará sem freio nos dentes. Ainda não roubaram tudo. Vamos assistir a mais desemprego, injustiça social e ainda muito mais canalhice governamental. É uma certeza irrefutável, não precisam de consultar os videntes.

Não necessitamos de fazer apelo aos búzios para afirmar que iremos continuar a privatizar e depois dos aviões será a vez dos nossos sonhos. Não desesperem.

Qualquer bola de cristal, mesmo da Marinha Grande, deixa-nos ver os portugueses a emigrar cada vez mais e eu, mesmo sem bola, antevejo mais compatriotas a saírem para tomarem o lugar dos que na década de sessenta também fugiram à fome.

O governo dará mãos livres ao patronato para despedir ainda mais para assim reduzir o número de desempregados. O crescimento económico será negativo, é um oximoro, crescer para trás, mas os malabaristas da linguagem têm destes truques. Entretanto não haverá crise para os Bancos e os Jet7 vão continuar a sugar os Jet/zero, mais conhecidos por Zé-povinho.

A nível internacional, assistiremos à continuação do genocídio na Palestina, ao massacre do povo sírio e ao esboroar do estado social onde quer que o imperialismo dite as suas regras.

Os povos vão intensificar as lutas pelos seus direitos e a democracia deles intensificará a repressão.

Se tudo isto não acontecer emigro para Marte ou qualquer outra parte.

Cid Simões

Anúncios

Read Full Post »

Num texto de Domingos Ferreira, professor e investigador na Universidade do Texas – EUA, onde começa por sinalizar os homens Goldman Sachs em Portugal, nomeadamente, Carlos Moedas, adjunto directo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e do “Ministro das Privatizações”, António Borges. De notar que os “Goldman Sachs” estão infiltrados nos governos europeus, bem como, nas suas instituições fulcrais de decisão, como por exemplo, o BCE. Sem dúvida que estamos entregues à bicharada!

Refere Domingos Ferreira no seu texto que ” vale a pena lembrar uma vez mais que o Goldman & Sachs, o  Citygroup, o Wells Fargo, etc., apostaram biliões de dólares na implosão da moeda única. Na sequência dos avultadíssimos lucros obtidos durante a crise financeira de 2008 e das suspeitas de manipulação de mercado que recaíam sobre estas entidades, o Senado norte-americano abriu um inquérito que resultou na condenação dos seus gestores.”

Afirma também que ” ficou demonstrado que o Goldman & Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido. Todavia, esta entidade realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado. Deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com enorme prejuízo para os seus clientes) “.

Enquanto os intelectuais da esquerda europeia filosofam sobre as estrelas e o céu, continuando no texto de Domingos Ferreira – ” Estes predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, são jogadores de póquer que jogam com as cartas marcadas e, por esta via, auferem lucros avultadíssimos, tornando-se, assim, nos homens mais ricos e influentes do planeta. Entretanto, todos os dias, são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória. Tudo isto, revoltantemente, acontece com a cumplicidade de governantes e das entidades reguladoras “.

O crime global em que vivemos, é ainda mais atroz, na directa medida da anestesia global em que os povos sobrevivem  – “Desde a crise financeira de 1929 que o Goldman & Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem a especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos. Acresce que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos, Desta maneira, condiciona o crescimento da economia mundial, bem como, condena milhões de pessoas à fome. ” Sem que grande parte da população se aperceba desta monstruosidade e que a maior parte trabalhe contra si própria.É esta a grande capacidade de toda esta super-estrutura no sequestro de vidas humanas, sem as próprias se aperceberem de esse facto..

No artigo de Domingos Ferreira e muito assertivamente, diz – ” No que toca a canibalização económica de um país, a fórmula é simples, com a cumplicidade das agências de rating, declara que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obrigam assim a pedir mais empréstimos com juros agiotas. Em simultâneo, impõem em nome do aumento da competitividade e da modernização, a abdicar dos seus sectores económicos  estratégicos, tais como; energia, águas, saúde, banca e seguros. “
Entregando de mão beijada às grandes corporações internacionais, o trabalho de todos nas mãos de poucos.

Enquanto, no caso português, as pessoas se queixam nas conversas de café, não entendem que o voto em branco ou abstenção só favorece os partidos da elite, quando o eleitor português vota em protesto contra os políticos do “arco governativo”, seja em branco, seja na abstenção ou desenhando uma caralhada no boletim de voto, está a dar um tiro no seu próprio pé. No actual sistema eleitoral, este governo maioritário teve o voto de pouco mais um décimo do eleitorado português.
Na Grécia, o povo quase que acordou, mas foi quase

#Zorze

Publicado em simultâneo no Extrafísico.

Read Full Post »

À porta da igreja, os mendigos estendem a palma das ilusões e dos sonhos que outrora tiveram. A vida é cruel.
Eu não dou esmola. Eu não sou caridoso. Não alimento um sistema monstro. A caridade é o resultado da falha do sistema e dar é manter essa condição.

Vejam bem…
O mundo que “ajudaram” a criar é o mesmo por que se torçem e gritam.
Cada um, tem a sua quota-parte, de responsabilidade. Uns mais que outros… Tal como nas crises, pagam mais os que menos responsabilidade tiveram, em porções desproporcionais.

A colectividade protege o seu amor-próprio, se um grande número de pessoas , escreve Freud na Psicologia Colectiva e Análise do Eu, se juntam à volta de um mesmo ideal do Eu, isso reforça as suas esperanças arcaicas. Por esperanças arcaicas, Freud entendia esse amor por si próprio que é transmitido a toda a criança pela mãe, e que se traduz, geralmente, pela palavra narcisismo.

Em patologia, viemos à vida humana para sermos felizes, amar e ter prazer. Quem ama não sofre. O que faz sofrer é o desamor, a patologia do ódio ou dos caprichos. Quem ama de facto, não reivindica, não censura nem vive na insegurança dos ciúmes ; compreende, perdoa sempre, renuncia com alegria, harmoniza, pacifica e beneficia.

Vejam bem…
A macacada, excitada e de pêlos no ar, vestidos de poder; temporários e empregados, do alto da cadeia alimentar, um dia – quando despertarem – percepcionarão quem lhes comanda a consciência ética, não são nada.

Veja bem…
Enquanto um homem passa fome e um cão é abandonado depois de acarinhado e tratado, após de não satisfazer o lado negro humano. Atirado ao vento e à sua sorte…A humanidade não é sinónimo de bondade, mas sim, algo que ofereça algo do seu interesse.
A fronteira de as pessoas deixarem de ser pessoas e passarem a ser selvagens, é muito ténue, quase invisível e num instante fugaz.

Vejam bem…
Ser social polarizador seguro e assumido das reivindicações justas. Mais forte afectivamente e detentora de sentimentos elevados, já dominadores das emoções superficiais e vulgares.

Vejam bem…
No relativo à comunicação, o telefone, inventado em 1876, catalisou a comunicabilidade interpessoal e dessa , a inteligência evitadora da idolatria consentida, da divinização permitida pela demagogia política e lavadora de cérebros. Aquela que diz, que os meus mortos são mais justos que os teus, independentemente das manchas de sangue que percorrem nas suas palmas.


Zeca Afonso – Vejam bem

Publicado em simultâneo no Extrafísico.

# Zorze

Read Full Post »

A crise

Nos dias de hoje existe um termo no qual toda e qualquer medida se esconde, a crise. Um anátema lançado no ar que justifica tudo o que seja para pauperizar. É a crise!
Apesar das matérias-primas, das pessoas que trabalham e do consumo que efectuam não se ter alterado substancialmente, a palavra de ordem – quase hipnótica – é de que é preciso reduzir.
Voltamos ao cerne da questão, na última década assistimos à transferência geográfica da produção, com base nos seus custos, bem como, na oferta de mão-de-obra. Daí os estados mega-populosos com a liberalização dos mercados, fazem com que o mundo económico, social e político tenha vindo a mudar a uma velocidade elevada. A evolução tecnológica hoje permite, organizar sob um mesmo fio condutor empresarial; uma fábrica na China, financiada por um banco italiano, com a sua logística a ser dirigida no Kuwait, colocar os lucros em países com sistemas fiscais favoráveis – offshores – e alocar custos na Suécia, isto com um escritório sede no Panamá.

Na crise portuguesa, derivada de um estado dirigido por dirigentes com fraca capacidade de visão estratégica e de gestão. Não mais do que meros umbigos de pés em bico, a viver o dia-a-dia, a pensarem no que lhes toca se seguirem o que mais vai agradar os interesses instalados que lá lhes colocaram por convite ou a hipótese de ficarem bem colocados. Os referidos interesses, por mais do que sabido, não são os mesmos da nação.
Foi curioso observar na semana passada a entrevista de Ricardo Espírito Santo Salgado, que não foi por acaso o porta-voz da banca lusa, das vezes em que se dirigiram à sede do PSD e ao Conselho de Ministros. Um dia mais tarde, perceberá-se porquê …?
Curioso foi sem dúvida, ao passar pela história do séc. XX português, a sua resposta à pergunta colocada pela jornalista, de o BES ser o banco que se dava com todos os regimes. Deu-se com a monarquia, depois com a primeira república, com a ditadura de Salazar, após o 25 de Abril com as nacionalizações tiveram que emigrar e mais tarde com as privatizações foram convidados a regressar. Nesta resposta está a história sintética de Portugal.
Os lucros de milhões que obtém, não são mais do que retirados à economia, todos os dias. Foi até confrangedor, ver um certo pseudo-desespero pelo capital estrangeiro, porque Portugal precisa de facto de dinheiro fresco, pois nunca soube, aliás nem foi pensado para isso, para capitalizar a sério as suas valências, ou se por outras palavras, os seus traços fortes.
Sem esse desesperado capital estrangeiro, não terão acesso aos grandes negócios de financiamento do Estado; o TGV, o novo aeroporto, a nova ponte sobre o Tejo e porventura mais auto-estradas para depois o Estado ficar com os seus custos de manutenção.

Com um povo que mal distingue as manchetes do Jornal a Bola das tiras de primeira página do Correio da Manhã da verdadeira realidade, ou da revista Caras à Lux, passando pela saudosa revista Maria, fica fácil, muito fácil, anestesiar…
Só lá para Fevereiro/Março de 2011 é que a massa populacional portuguesa começará a sentir a sério, fruto da sua endémica bonomia, quando constatar nos seus recibos de vencimento que o rendimento diminuiu. E sem parar, ao mesmo tempo, vai-se vencendo a dívida soberana, a números estonteantes, efectuada pela coligação PS/PSD, os funcionários dos que mandam realmente neste país.

Foi curioso, ver a filinha indiana dos nossos banqueiros perante Hu Jintao – presidente da República Popular da China.
A ciência económica já tem pouco para inventar, é a intersecção da oferta e da procura, o resto é conversa.

Bom senso, ética, responsabilidade e respeito – Miss you…
Uhh, uhhhhh, uhh, uhhhhh, uhh, uhhhhh, uhh, uhhhhh…

Publicado em simultâneo no Extrafísico.
#Zorze

Read Full Post »

A culpa é da macumba!¹ Já demos com vários outros termos para aludir ao Imperialismo, mas nunca tínhamos assistido a recorrerem à macumba para tal.

A dimensão dos estragos provocados pelo sismo no Haiti atingiu a qualidade de catástrofe com poucos precedentes na história. É um dos países mais pobres do mundo e não se estranha que a precariedade da construção dos seus edifícios seja proporcional à pobreza existente. Num mundo onde a tecnologia anti-sismica dão interessantes soluções – veja-se o Japão – milhares de pessoas poderiam ter sido salvas, mas a povos como o haitiano é-lhes alienada a possibilidade de as usarem. É a pobreza a causa da desgraça. Por isso, deve ser conhecido e divulgado as causas dessa pobreza. Deve ser dito e repetido que uma capital porção da pobreza imposta ao Haiti tem um culpado chamado Imperialismo, perdão, macumba norte-americana.

Nos últimos dias, logo após o sismo no Haiti, temos tido oportunidade de assistir pelos média uma grosseira manipulação em volta da tragédia. Os principais responsáveis, por o sismo ter provocado uma das maiores tragédias que já assistimos, são agora dados como os salvadores. Os mecanismos de subjugação que os haitianos foram – e são – sujeitos pelos Estados-Unidos da América é ocultada e, como por feitiço, têm sido apresentados como os grandes impulsionadores da enorme acção de solidariedade com que o mundo tem contribuído.

É dum cinismo impossível de adjectivar ver, durante largos minutos na TV nacional, o Sr. Bush e Sr. Clinton a apadrinhar um fundo de ajuda ao Haiti. Estes macumbantes pelo qual não fomos chamados a eleger têm mais tempo de antena que os nossos eleitos. Mas de certa forma até se compreende, pois muito esperamos por uma declaração do Presidente da Republica solidarizando-se com o povo haitiano. Finalmente feito, felizmente que tinhamos outros canais, onde pudemos assistir aos inúteis directos dos enviados especiais a partir do aeroporto de Port-au-Prince. Não precisamos deles para saber aquilo que já sabemos sem eles. A partir dum estúdio em Carnaxide e sem gastar os recursos dum aeroporto lotado, o Nuno Rogeiro e o Rui Santos sabem muito mais de macumba.

Os média corporativos são dominantes, e como não os conseguimos vencer, vamos nos juntar a eles nas próximas linhas. Ora acompanhe-nos neste ludibriar dos média e bora transcrever reescrever algumas causas macumbas:

Na última década, a macumba cortou ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.

O resultado? Pequenos agricultores fugiram do campo e migraram às dezenas de milhares para as cidades, onde construíram abrigos baratos nas colinas. Os fundos internacionais para estradas e educação e saúde foram suspensos pela macumba.

Em 2004 macumbeiros apoiaram um golpe contra o presidente eleito democraticamente, Jean Bertrand Aristide. Isso manteve a longa tradição de os macumbeiros decidirem quem governa o país mais pobre do hemisfério. Nenhum governo dura no Haiti sem aprovação dos macumbeiros.

Os macumbeiros têm ajudado a arruinar os pequenos proprietários rurais do Haiti ao despejar arroz macumbado, pesadamente subsidiado, no mercado local, tornando extremamente difícil a sobrevivência dos agricultores locais.²

Ficamos por aqui nestas fiéis reescritas da fonte. O importante é mesmo ler uma transcrição do original AQUI.

Por mail recebemos este comentário:

Os EUA também estão prejudicando o apoio mundial ao povo haitiano. A saturação pelo exército americano do terminal aéreo a capital do Haiti gerou fricções entre os militares americanos e de outros países como França, Brasil, e Nicarágua, que apresentaram queixas formais contra as arbitrariedades da tropa americana sobre o aeroporto haitiano, negando em repetidas ocasiões a permissão da aterragem aos voos de ajuda. O ministro de Defesa brasileiro, Nelson Jobim, que tem 7 000 efectivos de paz da ONU no Haiti, advertiu que o esforço de apoio e resgate não devia ver-se apenas como uma iniciativa americana, como falsamente a administração de Washington e os órgãos de informação do sistema querem aparentar, mas sim como um apoio de todo o mundo.

Como terá este leitor buscado tal conclusão?! Deve saber do envio congestionante de militares dos EUA para o Haiti e, por exemplo, que a macumbeira Hillary Clinton só esteve a atrasar o tráfego aeroportuário durante 6 horas, usando esse tempo numa útil campanha de charme mediático.

É uma estranha ajuda humanitária está oferecida pela Administração norte-americana. Para se ter uma noção, com esta ajuda, as tropas estrangeiras no Haiti serão per capita superiores ao do Afeganistão. Portanto, os médicos estão fardados de militares, as ambulâncias são os carros blindados e os estetoscópios são as armas. Há uma vertente de ajuda real vinda deste pais, tal como vimos constantemente nos noticiários. No entanto, não estranharão que gostaríamos profundamente que os EUA declarassem guerra a Portugal. Que enviassem os militares fardados com batas, os carros blindados fossem ambulâncias e as armas os estetoscópios, que o nosso sistema nacional de saúde está necessitado.

Nada temos contra o povo estado-unidense, mas com os macumbeiros da sua Administração como os Clinton, os Bush e Obama, entre outros, esperamos que um dia a macumba lhes rebente nas mãos. A culpa seria da macumba!

.

Estamos profundamente solidários com o povo haitiano,
bom que seria se fosse possível lhes reconfortar com um abraço,
mas infelizmente é impossível abraçar um povo.

.

# por Bruno e Luiz (Colectivo Leitura Capital)
———————————————-
[1]O título foi inspirado neste disparate do bispo católico de San Sebastian
[2] foi trocado ao texto original as referências aos EUA por macumba. O link para o original encontra imediatamente a seguir no texto

Read Full Post »

spacejunk

Hoje em dia, o focus é a opinião pública. Mas essa opinião não é a sua, num universo maior ela é laboriosamente fabricada, manipulada e ajeitada para que se pense que também é a sua. Depois de interiorizada você passa a defende-la e nalguns casos com paixão. Seja religiosa, política ou na área desportiva. O ser humano tem pavor de ficar sozinho, um dos medos que não consegue metabolizar.
Logo integra-se. Diminui a sua liberdade, aponta ferozmente, noutras ocasiões serenamente a manipulação dos outros. Os outros que não compartilham a sua razão, que evidentemente, de que sua é a melhor. No curso de suas curtas existências físicas, muitos mudam de grupos. Questionam, reflectem, aprendem com suas próprias experiências pessoais.
A questão, não é, se para melhor ou para pior.
A questão é que vivemos em guerra desde que o homem se apercebeu, que tomando o controlo de recursos naturais, do conhecimento e até de recursos que ele próprio dá o valor. Constatando por análise histórica que a guerra já existia antes de ele cá estar. A guerra da sobrevivência.
No desenvolvimento da sua inteligência complexizou os modos de interagir a um ponto quase infinito e sempre em crescendo.
Aqui entram as operações psicológicas. A tentação de controlar em absoluto a mente humana. Demanda que transporta para uma certeza inevitável. Os imponderáveis levam ao mais infinito.
O que nos leva a outro patamar. Aquela fronteira, onde a maior parte volta para as suas zonas de conforto. Os pseudo-sonhos que nunca os levaram a nada, a teorias florais semi-paradisíacas, ou cruelmente falando a cenoura à frente dos olhos e a enferma esperança. É assim há séculos e séculos. Vida após vida. Com mais ou menos poesia e inspiração de momento.
É a concepção que tem de ser olhada, com olho de ver. É essa que tem de ser destruida. Para que os nossos netos não nos voltem a lembrar de nós à volta de uma fogueira com guitarra e música. Mais uma vez. Cantando as vicissitudes de um mundo injusto.
O importante não é saber as siglas e os nomes dos grupos que enviam inúmeras lebres para dar a ilusão de escolha. Não é só um País sozinho que obterá a mudança.
Para quem não entenda como funciona a economia mundial, o mercado monetário, as transacções comerciais e o mercado creditício inter-bancário. No ponto temporal que vivemos é demasiadamente fácil bloquear um País inteiro, demasiadamente fácil. Agitar, baralhar, desorganizar e por fim controlar.
Até quando batalhar contra os moinhos de vento? Para quando o despertar para a realidade?
Com pão de trigo e linguiça, alguns vendem-se, outros desesperam.
Por isso a via ainda não controlada pelas elites actuais, que com as suas cada vez maiores multinacionais que fragmentam todo o processo produtivo em várias partes do mundo, gerindo melhor, laivos de revolta pelo cada vez mais Homo Manipulatus. A tal via ainda não controlada e que talvez mais assusta. A consciência do ser, parte integrante do Universo, tomando conhecimento que ele próprio é um Universo e que pode ter uma palavra a colocar, a questionar, sem melindres, livre no seu pensamento. Ganhando capacidade de discernimento de purgar o que está errado para ele, está mal para os outros e para o meio-ambiente que o envolve nesta singela etapa temporal de existência e dessa forma adquirindo experiência para outras, num processo constante de maturação.

” As operações psico-politicas subdividem-se em operações psico-políticas estratégicas, que concentram a propaganda em pequenos grupos de pessoas como, por exemplo, académicos ou especialistas, capazes de influenciar a opinião pública, e operações psico-políticas tácticas, que concentram a propaganda nas massas, por via de meios de comunicação em massa – jornais, rádio, televisão, manuais, material educativo, arte e entretenimento (Ways and Means of U.S. Ideological Expansion – A. Valyuzhenich, Fevereiro de 1971).”

Há coisas que o infantil ser humano desconhece, derivado de sua manifesta incapacidade cerebral apesar de muito bem disfarçada.

Zorze

Read Full Post »

teatro_fantochesSão os que governam democraticamente nações e fazem cantar hinos. Publicitários e extremamente ambiciosos de carreira  manipulam a esperança das massas ansiosas por uma vida melhor.
São os alvos das manifestações, dos desenhos nas paredes e dos vernáculos. Ou de cantarolices que rimam com o intermediário de momento. Tal e qual como um tampão estanque de fúria reivindicativa. São as válvulas de pressão do sistema.
Os inter-mezzo (os arautos da governância) de época como a experiência, em boa hora, realizada por cientistas em chimpanzés já não sabem por que é que têm de bater à paulada o semelhante mais arrojado que sobe na escada para comer a banana. Apenas sabem que têm de vergastar quem tenha tal arrojo. É a disseminação de uma mentalidade dominante, pois só alguns receberam as directivas a seguir.
Numa sociedade de modelos, George Soros ou Vernon Jordan entre outros, poucos e alguns não lhes conhecemos a cara nem o nome. São os modelos a seguirem pelos running-boys que enchem as praças financeiras globais e que jogam o preço do café numa espécie de roleta russa que o agricultor américo-latino não entende tal matemática instantânea do produto que lhe ocupou meses de dura labuta.
Nessas praças misturam-se entre os running-boys, os agentes da destabilização. Os preços são manipulados e isto é dos livros.
Nos tais mercados livres, que há muito tempo se sabia que não eram livres. Países e empresas ficaram reféns de jogos especulativos, cambistas também. Em estocadas muito bem delineadas.

Tal como esta crise em que vivemos. Foi preparada, não tenham dúvidas. Depois da jogada inicial, previram várias hipóteses para o jogo do meio, mas parece-me, que os finais não estão ainda bem alinhavados. Aguardam serenamente como o jogo do meio se desenrola. Pois o jogo é dinâmico.

crise1Crise que em traços muitos largos, sem contorno ainda definido, comparável apenas à dos finais do séc. XIX aquando da Revolução Industrial como mudança de paradigma organizacional da sociedade. A de 1929 foi uma primeira abordagem de que este sistema não era exequível.
Começou no sector financeiro, mais propriamente, no mercado do subprime norte-americano, onde bancos concediam empréstimos hipotecários (crédito habitação) de risco elevado e dos quais os running-boys criaram fundos financeiros vendidos (os tais produtos tóxicos) aos investidores em geral, mas principalmente, aos institucionais. Como a China e Índia que produziam colossais excedentes monetários com a sua imensa mão-de-obra escrava logo após de terem entrado na O.M.C., juntando-se também os países produtores de petróleo que beneficiaram de uma nunca vista subida recente (uma grande coincidência!) do preço do barril de petróleo.
Neste sistema só havia uma economia capaz de absorver tais gigantescos recursos e de lhes dar valor. A norte-americana.
Com o caudal de dinheiro a entrar os running-boys dos bancos começaram a emprestar à maluca. Sem garantias, sem IRS’s e sobrevalorizando os imóveis na ilusão de que era sempre a subir.
Até que a bomba estoirou bem no seio da capital deste sistema. Nos Estados Unidos da América. Pois parece que se os devedores não conseguirem pagar os seus créditos, os bancos vão à falência. E a falência bancária traz o pânico e consigo a falta de confiança. Mais rápida que a velocidade da luz. Instalou-se.
Os bancos não confiam nos outros bancos. Não confiam nos clientes e estes por sua vez não confiam nos bancos. Cai abruptamente o crédito e como consequência a liquidez quase que desaparece. Por arrasto caem que nem tordos os banqueiros “carecas” que viviam numa espécie de rolmã financeira. Viviam de financiamentos da banca de retalho e a entrada de novos clientes para cobrir os antigos, quando a torneira do crédito fechou, asfixiaram rapidamente, ficaram sinalizados.
Os antigos dizem que a uma crise deste tipo será necessário grandes recursos de capital para recuperar. E pelo o dobro, para pagar a mossa e outra para a normalização. É que os Estados com o dinheiro do povo andam a fazer, quais enfermeiros a injectarem doses cavalares do  que pensam ser o remédio.  Só que a confiança não se recupera em fórmulas instantâneas. E a crise passou para a economia. As empresas não conseguem financiamento como dantes. Os bancos não arriscam com medo da insolvência e do incumprimento. As empresas fecham e a crise degenerará para uma crise social de destino imprevisível totalmente incerto.
A corda foi esticada a tal ponto que hoje mesmo afrouxando já não se sabe se ela rebentará. São tantos os imponderáveis!

europa_mundoAqui entram os intermediários, um novo patamar. A manipulação da fé, não numa assumpção religiosa, mas como valor intrínsico do Ser Humano. Bem não onerado, mas fruto da sua consciência como Ser, tal como os seus ossos e sangue.
Seria uma grande coincidência, bem no meio no olho do furacão, os United States terem elegido democraticamente o primeiro líder negro da história recente dos U.S.A.. E logo, uma verdadeira Hollywood Star, bem falante, boa colocação de voz, dicção brilhante e o ênfanse certo em palavras chave. Na foto oficial do último G20 figura lá o plantel actual.
Mas aos Kissinger’s deste planeta tenho que reconhecer que a operação Obama é genial. Nem eu faria melhor. Até traz  uma mensagem de esperança!

Zorze

Read Full Post »

Older Posts »