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Posts Tagged ‘novembro’

A ministra tem três filhos pequenos. A ministra tem três filhos e muitas despesas. A ministra tem três filhos e um incomensurável despudor. A ministra tem três filhos e rendimentos diminuídos. A ministra está preocupada, três filhos para criar com rendimentos reduzidos, é obra. O sadismo da ministra, sobra. A ministra é sinistra.

No dia 1.º de Novembro a ministra vai estar na Assembleia da República para fazer aprovar o Orçamento de Estado para 2014 e, uma vez atingidos os seus objectivos, espalhar o desespero e a fome por milhões de filhos, pais e avós do país onde com rendimentos diminuídos, a senhora ministra cria os seus rebentos.

Uma afirmação pública deste teor, vinda de quem vem, num país de tanta injustiça social, só pode ser tomada como provocação. A ministra é uma aberração.

E no dia 1.º de Novembro, junto à Assembleia da República, lá estaremos, fazendo-lhes frente, denunciando o Orçamento criminoso, a hipocrisia da ministra e de todos os seus pares.

Cid Simões

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Neste mês de Novembro sentiu-se: vive-se um país em ebulição. Todos os fragmentos da sociedade que até então muitos supunham passiva, rompeu o casulo da inércia, saiu à rua, levantou o punho deixando-nos a fogosa mensagem de esperança. O mundo despenhou-se sobre muitos lares, abafando por algum tempo a capacidade de entendimento para o porquê de tamanha catástrofe e, submersos de angústia e desespero, procuram como se libertarem. Da pequena aldeia onde, cada vez mais, nada acontece estranguladas que estão, ao aglomerado urbano onde a fome se esconde por entre a multidão, a raiva contida encontra a razão e cavalga nas asas da consciência.

As forças de segurança e os militares manifestam-se aos milhares e, cantando “Grândola, Vila Morena”, são aplaudidos, enquanto que os governantes só se deslocam à sorrelfa escoltados sob fortes medidas de segurança.

As greves e os protestos pululam por todo o país em convulsões dispersas, culminando, neste Novembro onde aflora a esperança, na Greve Geral, explosão do sentir laboral, expressão do potencial colectivo.

Ainda em Novembro terá início o “XIX Congresso do PCP”, sob o lema «Democracia e Socialismo – Os valores de Abril no futuro de Portugal».

Congresso de um Partido que, desde sempre, se assumiu como vanguarda na luta pelos direitos de quem vende a sua força de trabalho.

Um Congresso que representará o sentir de todos os que exigem um país onde se possa exercer a fraternidade, sem a qual a vida não tem sentido.

Cid Simões

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  • Aderir à greve geral significa não comparecer ao trabalho a 24 de Novembro. A única consequência legal é a perda da remuneração desse dia.
  • O direito à greve ganhou força de lei. Qualquer impedimento ao exercício desse direito, no dia da greve geral, deverá ser comunicado ao piquete de greve e ao sindicato.
  • A greve suspende as relações emergentes do contrato de trabalho e desvincula os trabalhadores dos deveres de subordinação e de assiduidade. Não prejudica a antiguidade, nem contagem do tempo de serviço, nem a concessão de subsídios de assiduidade.
  • O pré-aviso da CGTP-IN abrange todos os trabalhadores por conta de outrem no território nacional, independentemente do vínculo e da natureza jurídica da entidade empregadora, sejam ou não sindicalizados. Os pré-avisos sectoriais reforçam e especificam o pré-aviso da central.
  • Não há qualquer obrigação de comunicar antecipadamente à entidade patronal a intenção de aderir à greve. Trabalhadores não sindicalizados deverão justificar, posteriormente, a sua ausência com a indicação de adesão à paralisação.
  • É proibido substituir trabalhadores em greve por pessoas que, à data da convocação da luta, não trabalhavam no estabelecimento ou serviço. Também não é permitida a admissão de pessoal, nem a subcontratação de empresas, para tal substituição.
António Vilarigues

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Manifesto

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