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ANO 42 – SÉRIE VI –N.º 447 – NOVEMBRO DE 1972 PREÇO 1$00

 

AVANTE!

 

Há quarenta e um anos:

 

«LUTAS POR AUMENTO DE SALÁRIOS

REIVINDICAÇÕES DE TODOS OS TRABALHADORES»

 

Os trabalhadores da ADPL (porto de Leixões)

Na têxtil Artificial do Porto

Na Abelheira

«Lutas contra despedimentos»

Fábrica de papel de Oeiras

Companhia de Pólvoras e Munições de Barcarena

Os trabalhadores da Carris PASSAM À ACÇÃO

Braz & Braz

Companhia Nacional de Navegação

Artes Gráficas

Delegados de propaganda médica DINFER

Junta Nacional dos Vinhos na Mealhada

«LUTAS SINDICAIS»

Sindicato dos Motoristas de Lisboa

ESTIVADORES

 

Os trabalhadores bancários

Os trabalhadores da Indústria Gráfica

Os trabalhadores da indústria de borracha

 

«RESISTÊNCIA NOS QUARTÉIS»

 

COIMBRA, 200 SOLDADOS DO Regimento dos Serviços de Saúde fizeram levantamento de rancho.

Mafra, agitação dos cadetes quando do juramento

Alfeite, cadetes (milicianos da marinha) não repetiram a fórmula de juramento

 

Os trabalhadores sempre lutaram pelos seus direitos, não somos o rebanho que muitos querem fazer crer.

A LUTA CONTINUA, É CONTÍNUA

DIA 25

VAMOS DEMONSTRÁ-LO.

Cid Simões

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António Vilarigues

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Eu não estou aqui para enganar ninguém!
(De um charlatão anónimo)

Num cesto transporta a cobra. Se há cobra, a “banha” é forçosamente de confiança, proveniente de réptil certificado pela ASAE, confirmação incontestável do produto. Cobra tão necessária ao charlatão, como a todos os que duvidando da aceitação do seu discurso, apontam para a companheira e exclamam: “Está aqui a minha mulher que me não deixa mentir.” E a pobre, não diz que sim nem que não, limita-se a sorrir. Ai dela!

O rapaz de dentes sujos, e o homem de perna encolhida que depois de besuntada fica mais comprida, fazem parte da bagagem.

Juntar à tralha para o espectáculo a descontracção necessária a todo o embusteiro: fluente, afirmativo, sorridente, em suma, o perfil de aparente credibilidade colada a um pantomineiro, tal como modernamente especialistas de imagem são exímios em fabricar. Embora muitos governantes nem para isso tenham jeito.

Na ponta de um cordel caminhava um rafeiro, (o bonito), “Um pobre cão vadio, que não tinha coleira e não pagava imposto” como diria o velho Guerra Junqueiro. Era uma novidade neste tipo de espectáculo, mas como o lanzudo não parava de se coçar, ficava a dúvida se não seria unicamente o transporte das pulgas.

O “artista” enrolou a cobra ao pescoço, arregaçou as mangas, fez soar a pandeireta e como qualquer ministro, Presidente ou banqueiro atrevido, afirmou a plenos pulmões:

Não vim aqui para enganar ninguém!

E para dar credibilidade à afirmação e marcar as diferenças, começou por afirmar:

Movimento-me livremente por todas as ruas e vielas, não tenho guarda-costas e canto a Grândola Vila Morena porque me enche a alma.

O meu nome não anda arrastado pela lama nem a apodrecer em tribunais. Cumpro as minhas obrigações para com o fisco a Segurança Social e pago os meus impostos directos no pó para o cão das minhas pulgas e no casqueiro de que me nutro.

Não vim aqui para enganar ninguém!” repete.

E continua ainda com mais vigor: “Sou um homem honesto”. E virando os bolsos do avesso, exclamava:

Podem confiar em mim e no “bonito”, não estamos aqui para enganar ninguém, não vivo na Casa da Coelha, Cabo Verde, nem estudo filosofia em Paris.

A multinacional farmacêutica Suiça prometeu-me um lugar de presidente se lhe desvendasse a formula da minha banha da cobra, mostrando-me que já tinham dado emprego a um ex-primeiro-ministro muito mais aldrabão do que eu.

Respondi-lhes simplesmente que eu sou um aldrabão honesto, e a conversa ficou por aqui.

O cão sacudiu-se, e face à negação de um futuro tão promissor, as pulgas hesitaram se haviam de mudar de cão. Há pulgas que saltitam de cão para cão consoante as conveniências.

O homem parou de tocar a pandeireta, abriu a camisa, voltou-se para o público, e, teatral, convidou ainda: “Procurem à vontade; nada tenho a esconder”! “Os milhões do BPN não passaram por aqui, nem encontram vestígios de submarinos ou de outras grandes burlas. Nós, eu e o “bonito”, não roubamos nada a ninguém.

A cobra dava sinais de cansaço. As cobras não apreciam o rastejar humano. E o homem terminou: “A mim já todos me conhecem, sou oficialmente um charlatão, e o meu “bonito” a minha cobra, o deleite das crianças, somos estimados pelo povo.

Fez uma vénia de despedida e agradecimento, e circunspecto alertou:

Cuidado com a concorrência!” Presidentes, Ministros e conselheiros-embusteiros.

Olho neles! São piores que as víboras.

Cid Simões

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  O fascizante estribilho «os portugueses vivem acima das suas possibilidades», pela sua recorrência nos meios de comunicação social, faz lembrar aquele outro propalado durante o governo de Salazar: «Angola, é nossa!».
Embora possa haver pouca similitude entre os intervenientes de um estribilho e outro, haverá, certamente, um ponto de contacto nos seus desfechos.

Pela luta Angola libertou-se da amarra colonial.

Pela luta Portugal há-de encontrar a via de se libertar da canga ideológica que o amordaça.

Até lá, no contexto das lutas quotidianas, importa recolher informação, convertendo-a em conhecimento com a seguinte preocupação: transformá-lo numa arma de luta.

António Vilarigues

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     Segundo um estudo do próprio FMI, publicado em Outubro de 2010, conclui-se que «em dois anos, uma consolidação fiscal [orçamental] equivalente a 1 por cento do PIB tende a reduzir o PIB em aproximadamente 0,5 por cento, aumenta o desemprego em cerca de 0,3 por cento, e reduz a procura interna (consumo e investimento) em aproximadamente 1 por cento». Mais claro não podia ser!

Os líderes do chamado G8 sabem-no. O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva sabe-o. Como o sabem o 1º ministro Pedro Passos Coelho e o seu ministro das Finanças Vítor Gaspar. O mesmo se aplica a todos os «nossos» governantes. Bem como à maioria dos comentadores e analistas encartados que pululam na comunicação social dominante.

E a realidade, essa chata, aí está a comprová-lo. Desde 1997 que nos andam a falar em consolidação orçamental e em sucessivos PEC como A SOLUÇÃO para reduzir o défice público. E no entanto no final de cada ciclo governativo o défice público é sempre superior. O Governo PS/Guterres deixou um défice público de 4,3% do PIB. Os Governos PSD/CDS de Barroso, Santana e Portas, de 6,1%. O Governo de PS/Sócrates de 10,1%.

Programas de austeridade sejam os PECs, sejam os orçamentos do estado, não pretendem (nem podem!) relançar a economia. E muito menos criar bases sólidas de sustentabilidade do sistema. Afirmar o contrário é estar a mentir, duma forma consciente e deliberada, com quantos dentes se tem na boca. É o próprio FMI que o afirma!!!

Depois Cavaco, Passos, Portas e Gaspar vêm afirmar, com um ar seráfico, que estão muito espantados com o aumento do desemprego em Portugal. É preciso não ter um pingo de vergonha.

Os últimos dados oficiais são de facto arrasadores. No primeiro ano de troika e de governo PSD/CDS foram destruídos em Portugal 203.500 empregos. O que significa 558 empregos por dia! No 1º Trimestre de 2012, essa destruição, acelerou-se alcançando os 810 empregos destruídos por dia!!!. E em 2012, a Comissão Europeia, nas suas Previsões da Primavera, estima que o emprego em Portugal se reduza em -3,3%. O que significa a eliminação de mais 153.800 postos de trabalho. É evidente para todos que a previsão do governo PSD/CDS de uma taxa de desemprego de 14,5% em 2012 é completamente falsa e visa apenas iludir, uma vez mais, os portugueses.

Já agora convém recordar (ou ensinar?…) ao ministro Mota Soares, essa figura armada em benemérito distribuidor de esmolas pelos pobres, que as reformas e o subsídio de desemprego não são nenhuma esmola. São um direito adquirido por uma carreira contributiva (descontos) de quem trabalha.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In Jornal do Centro – Edição de 25 de Maio de 2012

António Vilarigues

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     Num dos debates quinzenais realizados na Assembleia da República Pedro Passos Coelho mostrou-se muito indignado por Jerónimo de Sousa utilizar na sua intervenção expressões como «roubo», «agressão» e «mentira».

Este episódio, caricato na forma, revela, no seu conteúdo, os tiques autoritários e censórios dos executantes conselheiros de administração de e ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros seus mandantes.

E revela também a falta de vergonha do 1º ministro. O que se segue são um conjunto de mentiras descaradas escritas com pleno à-vontade pela personagem nas redes sociais Facebook e Twiter.

24 de Março: «A pior coisa é ter um governo fraco; um governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos». Face à realidade actual só pudemos dizer que é preciso ter lata. Muita lata e descaramento.

30 de Março: «A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento». E no entanto o IVA subiu para 23%. E houve «actualizações» em todos os escalões.

1 de Abril: «Já ouvi dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disto e é um disparate». «Disparate» aplicado a milhões de portugueses…

2 de Abril: «O PSD chumbou o PEC IV porque tem que dizer basta; a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimentos». O que fez e está a fazer este governo? Precisamente o contrário!!!

2 de Maio: «Se formos governo posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português». De garantias destas está o inferno cheio. Que o digam os milhões de portugueses nessa situação.

5 de Maio: «Portugal não pode ter 700 mil desempregados». Deve ser por isso que o governo criou todas as condições para que 8 meses depois se tenha ultrapassado o número de 1 milhão de desempregados!

10 de Maio: «Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar os escalões mais altos do IRS e desonerar a classe média e baixa». Só pode estar a brincar connosco!

12 de Maio: «Escusam de vir agitar mentiras; o PSD quer que as pessoas sejam tratadas como merecem, seja na aérea pública seja na privada». O que seria se assim não fosse…

1 de Junho: «Ninguém nos verá a impor sacrifícios aos que mais precisam; os que mais têm terão de ajudar os que têm menos». E não lhe cresce o nariz com tantas aldrabices?

Estas mentiras foram levadas ao Parlamento pelo deputado comunista e vice-presidente da Assembleia da República António Filipe em Novembro de 2011.

O homem escreveu e disse. Para quem estiver interessado em mais «pérolas» do mesmo teor pode consultar na Internet o «Best of 2010-2011» de Pedro Passos Coelho.

E a saga continua. Uma das últimas é o colossal embuste de que 2013 será o início da recuperação económica e da diminuição do desemprego!

Num estudo do próprio FMI, publicado em Outubro de 2010, conclui-se que «em dois anos, uma consolidação fiscal [orçamental] equivalente a 1 por cento do PIB tende a reduzir o PIB em aproximadamente 0,5 por cento, aumenta o desemprego em cerca de 0,3 por cento, e reduz a procura interna (consumo e investimento) em aproximadamente 1 por cento». Mais claro não podia ser!

Mais. O 1º ministro, o governo, os economistas seus apoiantes e defensores que todos os dias nos bombardeiam coma teoria das «inevitabilidades», sabem perfeitamente que não há criação líquida de emprego sem um crescimento económico do PIB acima dos 3% ao ano.

Estão, ainda e sempre, a querer-nos vender gato por lebre. Isto tem de acabar! Como nos podem querer governar pessoas deste quilate, verdadeiros aldrabões encartados?

Uma última frase: «Como é possível manter um governo em que o 1º ministro mente?». A pergunta, esclareça-se, não é minha. É de Pedro Passos Coelho quando ainda não era governante. Não podíamos estar mais de acordo!

Por isso lá estaremos a participar na Greve Geral do próximo dia 22 de Março, convocada pela CGTP-IN. Greve contra a exploração e o empobrecimento. Greve por uma mudança de política. Greve por um novo rumo para Portugal.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In Jornal do Centro – Edição de 2 de Março de 2012

António Vilarigues

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Um primeiro-ministro permite que um banqueiro interrompa a reunião do conselho de ministros onde está a discutir-se o orçamento do estado português.

Esse primeiro-ministro é o mesmo que tem o comportamento miserável acima descrito em relação a dezenas de trabalhadores.

Pergunta-se: e se fosse a administração da empresa a pedir para ser recebida?

António Vilarigues

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