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Posts Tagged ‘pensionistas’

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António Vilarigues
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«Decorrido um ano e meio de Governo do PSD/CDS, o país está mais atrasado no seu desenvolvimento, mais endividado e dependente, mais desigual, e menos democrático. Portugal está, hoje, muito pior.

O aprofundamento da política de direita promoveu a recessão económica, destruiu mais património público e recursos nacionais, provocou mais falências de micro, pequenas e médias empresas, aumentou ainda mais o desemprego e a precariedade, generalizou a pobreza e a exclusão, fez crescer o défice e a dívida (pública e privada) e trouxe de novo a fome a Portugal

«Vivemos um momento ímpar da nossa vida colectiva que implica o reforço da unidade na acção e a construção de alianças sociais que provoquem uma ruptura com a política de direita!

Um momento que exige a participação de todos – mulheres, homens, jovens, desempregados ou com emprego precário, reformados e pensionistas.

Todos sem excepção temos de dar continuidade ao caudal de protesto e luta que não pára e se agiganta!

Nós não amochamos. Agimos e lutamos por causas, valores e princípios!

Nós acreditamos que este País tem futuro!

Por isso, não lhes vamos dar tréguas!»

António Vilarigues

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A interrogação sobre o envelhecimento, é uma interrogação sobre os limites do Homem e a sua liberdade
Naissance de la Vieillesse – Claude Olievenstein


Na fachada de um prédio onde se reúnem alguns idosos, pode ler-se: “Pedimos desculpa por continuarmos vivos”.

A decisão de colocar o cartaz com estes dizeres surgiu após uma discussão havida durante uma sessão de convívio, quando atónitos leram num vespertino as preocupações de um governante pelo facto de termos tantos idosos e das dificuldades financeiras em suportar tamanho fardo.

Em alguns dos presentes, muito naturalmente, instalou-se um sentimento de culpa e grande desconforto por continuarem vivos, e esse ferrete que constantemente os caustica e marginaliza surge, unicamente, por não usufruírem de fortuna pessoal.

Porque a questão não reside na idade, mas na classe a que se pertence desde o berço à cova: “a rica teve um menino, a pobre pariu um moço”, “o pobre é enterrado o rico vai o jazigo”.

O socialmente desafogado nunca foi um peso para a sociedade, só o pobre é um estorvo.

Desde os medicamentos à mortalha, tudo é contabilizado ao reformado desafortunado. Contabilidade de classe, hipócrita, venenosa.

O que devemos contabilizar é o por quanto ficou aos pobres os que hoje os contabilizam; quem lhes pagou com trabalho árduo e salários de miséria, exploração acima de todos os limites, os estudos que fizeram, os cuidados de saúde que tiveram, os benefícios de que usufruem.

Quem lutou para que tivessem a protecção social que hoje lhes sonegam?

Por maldade ou descalabro mental, colocam tudo às avessas esse burrocratas que usam gel no bestunto para se distinguirem dos asnos, estes últimos, infelizmente, em via de extinção.

Há como que um sentimento de inveja e de rejeição perante o idoso. Inveja porque receiam não atingir a sua idade e repúdio porque deixou de produzir. “Paradoxo dos tempos modernos: a ciência faz recuar todos os dias a morte; os discursos de compaixão para com os velhos fazem parte da nossa liturgia quotidiana”. Assim se expressa Viviane Forrester in “Uma estranha ditadura”.

Contabilizando e dificultando o direito aos cuidados médicos estes ultraliberais que condenam a eutanásia em casos extremos, praticam-na, diariamente, com a frieza própria dos assassinos em série.

No passado dia 14/7 o ministro das Finanças Vitor Gaspar anunciou um imposto extraordinário sobre salários e pensões. Mais uma volta no garrote.

Os Mercados agradecem, os idosos definham e a canalha rejubila.

Cid Simões

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     1. Os sacrifícios para todos. No passado dia 14 o ministro das Finanças Vítor Gaspar anunciou um imposto extraordinário sobre salários e pensões.

Este corte, ou melhor este roubo, no subsídio de Natal, atingirá os 1025 milhões de euros – 185 cobrados em 2012 e 840 já no final do ano. Destes, três quartos sairão dos bolsos dos trabalhadores e o restante dos pensionistas.

Portanto o Governo PSD/CDS-PP pretende arrecadar, com a sobretaxa de IRS, 1025 milhões de euros. Mas, como já aqui sublinhámos, se aplicasse uma taxa de 20% nas transferências para os offshores a receita seria muito superior, na ordem dos 2200 milhões. Uma taxa de 0,2% sobre as transacções bolsistas representaria mais 220 milhões. A cobrança de uma taxa efectiva de IRC de 25% à banca aumentaria a receita fiscal em 300 milhões de euros.

Taxar as mais-valias das SGPS em sede de IRS e as mais de 2600 empresas sediadas no offshore da Madeira que, saliente-se, não pagam um euro de impostos, trariam também receitas significativas. Todas estas propostas, recorde-se, foram apresentadas na última legislatura pelo grupo parlamentar do PCP. Todas elas foram chumbadas pelos três partidos (PS/PSD/CDS-PP) que se têm sucedido nos governos do País.

«Medidas inevitáveis», uma ova! É tudo uma questão de opção. Opção de classe.

2. O Salário Mínimo Nacional (SMN). Pela boca dos dirigentes das confederações patronais ficámos todos a saber que as empresas portuguesas abrirão falência se o SMN for aumentado de 15 euros por mês. É preciso não ter vergonha na cara. Que empresa não pode pagar a um trabalhador mais 50 cêntimos por dia (menos do preço de um café)?

De facto CIP, CCP e CAP sabem perfeitamente que as remunerações têm um peso médio de 18% na estrutura de custos das empresas. Percentagem muito inferior a um conjunto de outros custos, tais como energia, combustíveis, crédito, seguros. O impacto na massa salarial do aumento previsto será nulo. Ou, em casos particulares, no máximo de 0,6% (não é gralha!).

Na Zona Euro, Portugal, em 2010, continuava a ser o país que registava o salário mínimo nacional mais baixo: Bélgica €1189,29, Irlanda €1253,02, Grécia €739,56, Espanha €633,30, França €1151,80, Luxemburgo €1442,37, Holanda €1206,51, Eslovénia €512,08, Portugal €475,00, Reino Unido €922,68. Mais: importa referir que, se o salário mínimo tivesse sido actualizado desde 1974, então, em 2009, o SMN já seria de 562 € e não de 475 €.

Tudo isto comprova claramente como é injusta a distribuição da riqueza existente no nosso País.

3. O Banco Português de Negócios (BPN). Não fosse estarmos perante um claro caso de polícia e dir-se-ia que todo este processo se assemelha a uma palhaçada sem nível.

Nada nem ninguém sabia o que se passava. O Banco de Portugal (BP) afirmava ter dificuldades em conhecer quem eram os 390 accionistas do BPN e/ou da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Os órgãos sociais do BPN e da SLN, sublinhe-se, saíram durante anos a fio do bloco central do poder, com predominância para o PSD. Administradores executivos e não executivos, membros dos órgãos sociais, que nada viam, nada ouviam, nada liam, logo nada sabiam.

O governo do PS nacionaliza o banco, mas não os bens do grupo SLN. Ou seja, nacionalizou os prejuízos e aumentou a dívida pública. O Presidente da República bateu todos os recordes, promulgando a legislação em apenas quatro (!!!) dias.

Foram injectados até hoje, recorde-se, 4,8 mil milhões de euros. Fala-se da necessidade de mais 2,9 mil milhões, atingindo-se assim a astronómica soma de 7,7 mil milhões de euros. Ou quase 5% do PIB de Portugal! Tudo isto num banco que, segundo se notícia, tem depósitos no valor de três mil milhões de euros. E se pretende privatizar por um estranho valor mínimo de 180 milhões!

E, não há responsáveis? Não há culpados? Não vai ninguém preso? Na Islândia foram…

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal “Público” – Edição de 22 de Julho de 2011

António Vilarigues

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