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Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, uma banana. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de algum tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, mas foi rapidamente parado pelos outros. Depois de alguns golpes, o novo integrante do grupo não subiu mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na agressão ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram então com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

Não possuo mais referências sobre esta experiência com macacos, ignorando a fonte e a credibilidade científica do relato que transcrevi, reconhecendo assim que podemos estar perante um episódio sem fundamento. Porém, inclino-me a pensar que a experiência é verídica, na linha de tantas outras que são realizadas por primatólogos com estes nossos “primos”. Experiência surpreendente e muito interessante de analisar por nós, os humanos.
Na verdade, são inúmeras as semelhanças comportamentais entre nós e eles. Possuímos uma herança genética e comportamental atávica que determina muitas dessas semelhanças. Entre nós, é muito frequente ouvirmos a frase: “Sempre houveram ricos e pobres, e sempre continuarão a haver…”, testemunhando a nossa inata propensão para o conservadorismo, para a aceitação do mundo tal como ele é e já o encontramos. “As coisas, são o que são”, “Oh, filho, deixa-te de idealismos e trata da tua vida”, “O homem é por natureza egoísta e mau”, “Adeus mundo, cada vez pior” e tantas outras expressões correntes do nosso dia-a-dia, são afinal meros afloramentos populares de um vasto e poderoso edifício ideológico, laboriosamente construído e assente sobre os caboucos arruinados e as heranças ainda de pé de sucessivos sistemas históricos ao longo de milhares de anos de evolução da Humanidade, todos eles assentes na divisão das sociedades humanas em classes e todos eles pregando e incutindo, de gerações para gerações, a passividade, a aceitação resignada do que existe e do como está, induzindo o individualismo e a divisão/competição, a subordinação à autoridade constituída, com as especificidades de cada época mas todos tendentes a garantir que os explorados aceitem a exploração, que os humilhados aceitem a humilhação.
Resumidamente, na actualidade, trata-se de um edifício ideológico herdado e constantemente actualizado, destinado a perpetuar o “status quo” com base na aceitação conformada da organização social e política predominante – o capitalismo -, como uma realidade imutável contra a qual não valeria a pena e é arriscado lutar.
Tudo isto a dar-nos a nós, os que nos reclamamos marxistas-leninistas, aos revolucionários, aos humanistas consequentes, aos defensores sérios e coerentes dos propósitos igualitários iniciais da máxima da burguesia revolucionária, “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” – inscrita há mais de dois séculos -, a ideia do quanto é trabalhosa e dura, muito exigente, a tarefa nada inata que a nós próprios nos atribuímos, a saber, a de persuadirmos os que nos rodeiam a lutarem pela transformação radical do mundo, destruindo a ideologia dominante e edificando nas mentes e nos corações a vontade da construção de uma sociedade (quase) totalmente nova, na qual os trabalhadores sejam chamados a organizar e a exercer o seu próprio poder político de classe, tornando-o dominante pela conquista à burguesia do seu aparelho de dominação, para em seguida o destruir de alto a baixo e no seu lugar edificar uma organização sócio-política socialista.
E as notícias das grandes dificuldades que temos pela frente não ficam por aqui. Também é verdade que nada nem ninguém realizará esse colossal esforço por nós, temos que ser nós a assumir inteiramente a tarefa. E mais ainda, uma tarefa que não ficará concluída nunca, que todos os dias irá continuar a exigir-nos trabalho, esforços e inquebrantável dedicação, estudando e aprendendo com os sucessos e os insucessos, corrigindo e apurando permanentemente o rumo novo, sob pena de tudo retroceder, perdendo-se todo o trabalho e sacrifícios antes realizados.
Procurando estabelecer a ponte, entre a experiência com macacos do início e a referida necessidade de “desconstruirmos” de modo eficaz a ideologia do capital, para os leitores que ainda não o conheçam, aí fica o link de um vídeo muito interessante, onde o autor trata com criatividade este problema da “formatação” ideológica que nos querem impor, usando uma história de crianças: http://vimeo.com/4799723
Tem a duração de 50 minutos, o que exige tempo e disposição para o visionar, é em inglês, legendado, e faço votos que dêem por bem empregue o exercício – e o saboroso gozo – de o ver.
julio filipe

“20/11/2009

Washington – O controlo do crescimento da população mundial pode ajudar no combate ao aquecimento global. A afirmação consta do relatório Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA).

«Reduzir o aumento da população ajudaria a aumentar a resiliência da sociedade às alterações climáticas e a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no futuro», afirma a organização num comunicado sobre o relatório Estado da População Mundial 2009, divulgado esta quarta-feira.

O relatório «O Estado da População 2009», de 104 páginas, aborda as relações entre a população e as alterações climáticas. «É verdadeiramente a primeira vez que uma agência das Nações Unidas debruça-se sobre os laços entre população e mudança climática», disse à AFP Bob Engelman, um dos autores do estudo e vice-presidente do Worldwatch Institute, organização não-governamental com sede em Washington.

O documento sustenta que se a população crescer até oito mil milhões de pessoas até 2050 – e não nove mil milhões, que é a projecção média das Nações Unidas – seriam evitadas emissões de gases com efeito de estufa equivalentes a um a dois mil milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Até agora tinha havido alguma resistência no estabelecimento de uma relação entre população e alterações climáticas mas a questão entra agora a debate. O impacto do crescimento populacional será discutido durante a Cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas uma vez que a o fundo da ONU sustenta que «a conexão próxima entre género, produção alimentar e alterações climáticas merece muito mais atenção do que a que actualmente recebe».

O documento, que dá especial destaque à mulher, destaca ainda a importância da criação de políticas para apoiar as mulheres, o grupo que, segundo a ONU é a principal vítima do aquecimento global.

«As mulheres, em particular nos países mais pobres, serão afectadas de forma diferente do que os homens», diz a organização. «As mulheres têm mais probabilidade do que os homens de morrer em desastres naturais. E este fato é ainda mais gritante em regiões onde as rendas são menores e as diferenças entre os sexos são maiores», diz o relatório.

Descobrem a pólvora ou esquecem intencionadamente…

O relatório Kissinger?

Trechos traduzidos do documento “CONFIDENCIAL”: “NSSM 200 – Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests”, desclassificado pela Casa Branca em 1989.

Apresentação

Durante algum tempo os processos utilizados para reduzir os nascimentos, tais como a esterilização em massa de mulheres, o uso indiscriminado de contraceptivos, a propaganda para legalização do aborto e as propostas para a institucionalização da educação sexual nas escolas de Primeiro e Segundo Graus, não tiveram uma explicação.

Para entendermos a política de controle de população é indispensável o conhecimento do documento “confidencial” Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança e os Interesses Externos dos Estados Unidos, classificado sob o código NSSM 200 (*).

(*) “Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests” (NSSM 200) – 30 de dezembro de 1974, “CONFIDENCIAL” – desclassificado pela Casa Branca em 1989.

Este documento confidencial produzido pela equipe do Sr. Henri Kissinger em 1974, desclassificado pela Casa Branca em 1989, estabelece as políticas e estratégias a serem implementadas pelo Governo Americano, para a redução da população dos países em desenvolvimento. O documento expõe a preocupação com o crescimento da população mundial e propõe medidas de controle utilizando como eufemismo “ Serviços de Planeamento Familiar ”. Entre os instrumentos de “planeamento familiar” recomendados estão: anticonceptivos orais, DIUs, melhores métodos de prever a ovulação, esterilização de homens e mulheres, meios leuteolíticos e auto-progesterona, métodos não clínicos: espumas, cremes e preservativos.
A importância dos objectivos propostos explica a extraordinária soma de recursos empregados nos projectos de controle populacional no mundo e, particularmente no Brasil, um dos 13 “países chaves” mencionados naquele documento. É oportuno observar a importância que o relatório dá ao papel da mulher no controle da população. O uso da mulher para os objectivos a serem alcançados parece excluir a participação do homem no planeamento familiar, na medida em que os programas de planeamento familiar são parte integrante dos programas de saúde voltados para a assistência à mulher: programa de assistência integral a saúde da mulher; programa de assistência materno-infantil, etc.
Por outro lado, as constantes recomendações no sentido de incutir nas mulheres a igualdade com os homens na participação política, no mercado de trabalho, nos salários na educação, etc. têm por objectivo não a libertação da, mas o uso da mulher para o controle de nascimentos. “A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução do tamanho da família… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar.” (NSSM 200, pag. 1301)
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“Nas ultimas décadas os Estados Unidos tornaram-se cada vez mais dependentes da importação de minerais dos países em desenvolvimento e é provável que essa situação continue.
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Nos casos extremos em que o crescimento populacional leve a fome endémica, agitações de populações famintas e desordem social, essas condições não são muito favoráveis à exploração sistemática de depósitos minerais nem aos investimentos a longo-prazo que são necessários para o aproveitamento desses depósitos. Mas mesmo não havendo o problema da fome, as concessões às companhias estrangeiras poderão ser expropriadas ou sujeitas a intervenção arbitrária, a menos que sejam atendidas algumas das mínimas aspirações do povo de ter melhoria material e a menos que as condições de acesso e exploração convençam os governos e os povos de que esse aspecto da ordem económica internacional “tem algo de bom para eles”. As acções governamentais, os conflitos trabalhistas, as sabotagens e os distúrbios civis põem em risco a calma exploração das matérias-primas necessárias. Ainda que o crescimento populacional não seja, obviamente, o único factor envolvido, esses tipos de transtornos são mais difíceis de acontecer sob conduções de baixo ou nenhum crescimento populacional.” (Página 37)
Nas nações industrializadas, o crescimento populacional aumenta a necessidade de produção industrial. Isso com o tempo contribui para esgotar os recursos nacionais de matérias-primas e requer fontes de pouca rentabilidade e suprimentos externos. Para obter matérias-primas, as nações industrializadas procuram localizar e desenvolver fontes externas de suprimento. A possibilidade de haver choques de interesses entre os países em desenvolvimento é evidente e já começou. É visível a discussão quando exigem direitos de águas territoriais e soberania nacional sobre os recursos minerais. Essa situação pode tornar-se pior nas disputas pela exploração e pelo aproveitamento do solo oceânico.” (Página 84)
“A assistência para o controle populacional deve ser empregue principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA tem interesses políticos e estratégicos especiais. Esses países são Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egipto, Turquia, Etiópia e Colômbia.” (Páginas 14/130, parágrafo 30)
“Embora os órgãos que estão participando deste estudo não tenham recomendações especificas para propor em relação ao aborto, acredita-se que as questões seguintes são importantes e devem ser consideradas no contexto de uma estratégia global de população: – nunca um país reduziu o crescimento da sua população sem recorrer ao aborto” (NSSM 200, Pag. 182)
“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução do tamanho da família… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar.” (NSSM 200, pag. 1301)
“Finalmente, prestar serviços de planeamento familiar integrado aos serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria os EUA a combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais interessados em limitar o número de pessoas dos países menos desenvolvidos do que no seu futuro e bem-estar” (NSSM 200, pag. 177)
“Este é um aspecto vital de todo o programa populacional no mundo. (1) As informações e as modernas técnicas de planeamento familiar devem ser totalmente colocadas, logo que seja possível, à disposição dos 83% das populações nos principais países em desenvolvimento que ainda não foram alcançados, principalmente as populações rurais pobres que possuem a mais elevada fertilidade. (2) Deve-se aumentar as pesquisas com o objectivo de desenvolver métodos de controle da natalidade simples, baratos, eficientes, seguros, duradouros e aceitáveis. Todos os órgãos federais devem colaborar para que haja um aumento de 60 milhões de dólares anualmente para as pesquisas biomédicas nesse campo”.

Em obediência às recomendações do Plano Mundial de População, o programa geral de assistência deve concentrar-se em selectivos planos de desenvolvimento em áreas que ofereçam mais incentivos para que as pessoas tenham famílias menos numerosas. Em muitos casos será preciso realizar pesquisas e programas experimentais que orientem subsequentes campanhas em maior escala. As áreas preferenciais incluem:
- Dar níveis mínimos de educação, especialmente às mulheres;
- Aumentar as oportunidades de trabalho, principalmente para as mulheres;
- Educar as novas gerações a desejarem famílias menos numerosas.” (Páginas 16 e 17)
“Como medidas para fazer com que os líderes dos países menos desenvolvidos compreendam mais as questões populacionais e reforcem o planeamento populacional nos planos de desenvolvimento nacional, devemos pôr em acção as recomendações que estão na Parte II, Secção VI, inclusive:

b) Preparar projecções do crescimento populacional para cada pais com analises da relação entre as tendências populacionais e o desenvolvimento económico e social de cada pais e discuti-las com líderes nacionais.
c) Oferecer mais programas de treinamento na área de economia demográfica para os funcionários mais importantes dos países menos desenvolvidos.
d) Planear programas para que os ministros e importantes funcionários de governo bem como líderes influentes da vida privada conheçam pessoalmente a sede da ONU em Nova Iorque
e) Assegurar assistência aos líderes dos países menos desenvolvidos para incluírem as questões populacionais nos planos nacionais, particularmente quando esses planos se relacionam com os serviços de saúde, educação, recursos agrícolas, desenvolvimento, mercado de trabalho, distribuição equitativa da renda e estabilidade social.
f) Assegurar também assistência aos líderes dos países menos desenvolvidos para integrarem os programas populacionais e os programas de planeamento familiar nos grandes sectores do desenvolvimento: saúde, nutrição, agricultura, educação, serviços sociais, sindicatos trabalhistas, actividades feministas e programas de desenvolvimento comunitário.

h) Dar assistência principalmente aos programas de desenvolvimento das regiões rurais.” (Páginas 19/21)
“Para assegurar os outros das nossas intenções devemos mostrar o nosso ênfase no direito de cada pessoa e casal determinar livremente e de maneira responsável o número e o espaçamento dos seus filhos e no direito de terem informações, educação e meios para realizar isso, e mostrar que nós estamos sempre interessados em melhorar o bem-estar de todos.” (Página 22, parágrafo 34) (Vacinando os adultos para que gerem descendência estéril?)
“Recomendamos mais ênfase nos meios de comunicações de massa, nas técnicas de comunicação mais modernas e em outros programas de incentivo e educação populacional da ONU e USA. É preciso dar mais prioridade aos programas de informação de planeamento familiar no mundo inteiro.” (Página 23, parágrafo 36)
“O principal factor que está a influir na necessidade de matérias-primas não agrícolas é o nível de actividade industrial, regional e mundial. Por exemplo, os EUA, com 6% da população do mundo, consomem aproximadamente um terço dos recursos mundiais. A necessidade de matérias-primas, diferente da necessidade de alimentos, não tem ligação directa com o crescimento populacional. A actual escassez e elevados preços da maior parte das matérias-primas são consequências principalmente do aumento e desenvolvimento das regiões industrializadas nos anos de 1972 e 1973. (Página 36)
“Algumas recomendações mais importantes:
Os governos devem integrar as medidas e programas populacionais em abrangentes planos e programas sociais e económicos, e essa integração deve aparecer nas metas, meios e organizações de planeamento dentro do país. Deve-se formar um grupo que cuide das questões populacionais e colocá-lo num elevado nível da estrutura administrativa nacional.

A meta do planeamento familiar e dos serviços relacionados deve ser impedir as gravidezes indesejadas e também eliminar a esterilidade ou sub-fecundidade involuntárias, a fim de possibilitar aos casais terem o número de filhos que desejam.
Os sectores assistenciais, os assistentes sociais e os canais não-governamentais devem ser usados para ajudar a prestar serviços de planeamento familiar.
Os governos com programas de planeamento familiar precisam considerar a necessidade de coordená-los com os serviços de saúde e outros serviços que tenham como objectivo elevar a qualidade de vida.
Os países que desejam fazer algo sobre os níveis de fertilidade precisam de dar prioridade aos programas de desenvolvimento e aos planos de educação e saúde que têm efeito decisivo nas tendências demográficas, inclusive a fertilidade. A cooperação internacional deve ter como prioridade ajudar esses programas nacionais, os quais poderão incluir: redução na mortalidade infantil; mais educação, principalmente para as mulheres, melhoria na condução das mulheres, reforma agrária e apoio à velhice.
Os países que acham que as suas taxas de natalidade são prejudiciais aos seus objectivos nacionais são convidados a estabelecer metas quantitativas e pôr em execução programas para realizá-los.
“Algumas recomendações mais importantes:
1. Os governos devem integrar as medidas e programas populacionais em abrangentes planos e programas sociais e económicos, e essa integração deve aparecer nas metas, meios e organizações de planeamento dentro do país. Deve-se formar um grupo que cuide das questões populacionais e colocá-lo num elevado nível da estrutura administrativa nacional.

3. Deve-se dar máxima prioridade à redução da mortalidade e morbidez e ao aumento da expectativa de vida, e os programas nesse sentido devem alcançar as regiões rurais e os grupos não privilegiados.
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30. Os países desenvolvidos devem ser estimulados a desenvolver políticas apropriadas para as questões da população, consumo e investimentos, tendo em mente a importante necessidade de melhorar a igualdade internacional.

12. Os governos devem assegurar a total participação das mulheres na vida educacional, económica, social, e política dos seus países, em igualdade de conduções com os homens.

130. Para garantir as informações necessárias sobre as tendências populacionais, os censos populacionais devem ser realizados em intervalos regulares e as informações sobre os nascimentos e mortalidade devem ser apresentadas, pelo menos, uma vez por ano.

17. Dar treinamento de modo interdisciplinar, para os profissionais da saúde, médicos, paramédicos, pessoas encarregadas de executar programas, importantes funcionários governamentais e líderes sociais, comunitários e trabalhistas, para que saibam conduzir os programas populacionais. Devem empreender-se programas de educação e informação que levem as informações sobre a questão populacional a todas as regiões dos países”. (Páginas 90 a 93)
“As seguintes áreas parecem conter significativas possibilidades de contribuir para reduzir a fertilidade, as quais são discutidas nas secções subsequentes:
- dar níveis mínimos de educação, principalmente às mulheres;
- reduzir a mortalidade infantil;
- aumentar as oportunidades no mercado de trabalho, especialmente para as mulheres;
- ter como prioridade educar e ensinar sistematicamente a próxima geração a desejar famílias menos numerosas.” (Página 111)
“Sem melhores garantias de que não haverá falta de alimentos, os problemas levarão a possíveis conflitos e levarão as pessoas a querer famílias mais numerosas como meio de garantir a sua futura segurança económica, anulando assim as campanhas de controle populacional e os programas de desenvolvimento.” (Página 112)
“Os EUA fortaleceram a sua credibilidade como defensores da redução do crescimento populacional explicando que, embora não tenham nenhuma política de planos populacionais escrita, os EUA têm uma legislação, políticas do Executivo e decisões de fórum que equivalem a uma política nacional e que o nosso nível de fertilidade nacional já está abaixo do nível de substituição e provavelmente chegará a uma população estável no ano 2.000.” (Página 113)
“É vital que a campanha para desenvolver e fortalecer o envolvimento de líderes dos países menos desenvolvidos não seja vista por eles como uma política dos países industrializados para se utilizar de recursos e impedir e reduzir o poder dos países desenvolvidos. O aumento de tal consciência poderia gerar um ataque sério, que seria prejudicial à causa da estabilidade populacional. Por isso, os EUA e outros países “ricos” devem tomar cuidado para que as políticas que eles advogam para os países menos desenvolvidos sejam aceitas dentro de seus próprios países (isso pode requerer debate e declaração publica das políticas que pretendemos). E, naturalmente, os próprio líderes dos países em desenvolvimento devem, sempre que possível, usar a sua posição de liderança política.” (Páginas 113 e 114)
“Os EUA podem ajudar a diminuir as acusações de motivação imperialista por trás do seu apoio aos programas populacionais, declarando reiteradamente que tal apoio vem da preocupação que os EUA têm com:
a) o direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o número e o espaçamento dos seus filhos e o direito de eles terem informações, educação e meios para realizar isso;
b) o desenvolvimento social e económico fundamental dos países pobres nos quais o rápido crescimento populacional é uma das causas e consequência da pobreza generalizada.” (Página 1130)
“O consenso é que os cinco factores seguintes contribuem profundamente para o declínio da fertilidade: educação, principalmente das mulheres; redução da mortalidade infantil; oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho; previdência social (a fim de dissipar o conceito de que os filhos são garantia de um futuro económico); e a correlativa igualdade na distribuição da renda e no desenvolvimento rural. Há vários outros factores, apurados em pesquisas, análise histórica e experiência, que também têm efeito na fertilidade, inclusive o adiamento do casamento e pagamentos directos (inclusive financeiros) para os que aceitam o planeamento familiar.” (Página 138)
“3. Aumentar as oportunidades no mercado de trabalho, principalmente para as mulheres
Debate
O emprego é a chave para o aumento da renda… As boas oportunidades de trabalho fazem com que os pais limitem o tamanho da sua família e invistam no bem-estar dos filhos que têm. A condução e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para um casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento… As pesquisas, mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar… A melhoria da condução legal e social da mulher dá às mulheres maior voz nas decisões que elas tomam sobre as suas vidas, inclusive o tamanho da família, e pode dar oportunidades alternativas à maternidade, reduzindo assim os benefícios de ter filhos”. (Página 1301)
“Recomendações
1. A AID deve buscar oportunidades de ajudar os programas nacionais de desenvolvimento económico, a fim de aumentar o papel das mulheres no processo de desenvolvimento.
2. A AID deve rever os seus programas de treinamento e educação a fim de providenciar para que esses programas dêem igual acesso às mulheres.
3. A AID deve aumentar os cursos pré-vocacionais e vocacionais a fim de envolver as mulheres de modo mais directo na aprendizagem de ofícios que possam aumentar a sua renda e conduções na comunidade (isto é, funções paramédicas relacionadas com o fornecimento de serviços de planeamento familiar).
4. A AID deve encorajar o desenvolvimento e a colocação de mulheres dos países menos desenvolvidos como integrantes importantes nas tomadas de decisão nos programas de desenvolvimento, particularmente nos programas que tenham como objectivo aumentar o papel das mulheres como produtoras de bens e serviços, e por outro lado, melhorar o bem-estar das mulheres (isto é, os programas nacionais de crédito e financiamento, e os programas nacionais de saúde e planeamento familiar).
30. A AID deve encorajar, onde for possível, a activa participação das mulheres no mercado de trabalho a fim de promover salário igual para trabalho igual, iguais benefícios e iguais oportunidades de emprego.
6, A AID deve continuar a rever seus programas e projectos a fim de observar o seu impacto sobre as mulheres dos países subdesenvolvidos e ajustá-los, conforme for necessário, para que promovam maior participação das mulheres – particularmente aquelas das classes mais baixas – no processo de desenvolvimento.” (Páginas 1302 e 1303)
“Muito pouca atenção é dada à educação populacional e à educação sexual nas escolas, e na maior parte dos países nenhuma atenção é dada a essa questão nas primeiras séries, as quais são tudo o que 2/3 a 3/4 das crianças conseguem alcançar. Contudo, é fácil de ver que as campanhas de controle da natalidade dirigidas aos adultos, mesmo com o máximo de êxito, farão com que eles aceitem a contracepção para reduzir a natalidade só ao nível do desejado tamanho da família – e as pesquisas sobre atitudes, práticas e conhecimentos mostram que essa media de tamanho desejado é de 4 ou mais filhos. A grande necessidade é convencer as massas da população que é para seu benefício individual e nacional ter, em média, só 3 ou então dois filhos.” (Páginas 1307 e 1308)
“Recomendação
Para que a AID estimule campanhas especificas a fim de desenvolver meios de educar as crianças de idade escolar primaria a abraçar o ideal da família de dois filhos e para que a UNESCO seja solicitada para tomar a liderança mediante educação formal e informal.
Recomendações gerais para os órgãos da ONU
Quanto a cada uma das seis categorias acima, o Estado e a AID devem realizar campanhas especificas para fazer com que a ONU, a OMS, a OIT, a FAO, a UNESCO, a UNICEF e a UNFA tomem papel de liderança nos órgãos ligados à ONU com mais programas e campanhas, citando o Plano Mundial de População.” (Página 1309)
“Além de criar o clima para o declínio da fertilidade, conforme indicado numa secção anterior, é indispensável fornecer técnicas eficientes e seguras de controle da fertilidade” (Página 168)
“1- Sistema de Distribuição Integrada:
Este meio envolve o fornecimento de planeamento familiar juntamente com os serviços de saúde e/ou nutrição, principalmente mediante programas dirigidos pelo governo. Há claras razões estratégicas que mostram que esses serviços devem ser prestados de forma integrada. Bem poucos países subdesenvolvidos têm os recursos, em termos de finanças e pessoal especializado, para ajudá-los a desenvolver cada tipo de serviço para os 83% da sua população. Ao combinar vários serviços num só sistema de distribuição, eles poderão conseguir o máximo de impacto com poucos recursos.
Finalmente, prestar serviços de planeamento familiar dentro de programas de serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria os EUA a combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais interessados em limitar o número de pessoas dos países menos desenvolvidos do que no seu futuro e bem-estar.” (Página 176)”

Transcrição e edição: Blogue da Emigração.

Nota: A verdade é que em 30 anos o índice de natalidade caiu bastante. A continuar desta forma, em 45 anos a redução populacional poderá alcançar, em média, os 50%. Variando esse período e a percentagem, dependendo da média actual de idades e do número de jovens nos diferentes países.
Por outra parte, a necessidade imperialista de manter um núcleo central mais rico e utilizar a emigração de periféricos para suprir as necessidades de produção dos primeiros, potenciará, sem dúvida, essa lacra que demagógicamente propagandeiam combater, o tráfico de seres humanos e todos os aspectos abjectos que com o mesmo se relacionam, como por exemplo a morte provocada pelo esclavagismo.

“A retoma depende da moderação salarial”

OCDE

Era uma galinha cumpridora, corpulenta, bonita mesmo, um verdadeiro luxo. Um galináceo que, no estrangeiro, dava bom rendimento e em Portugal se propunha exercer, com desvelo, a missão que a natureza lhe predestinou, necessitando de uma alimentação saudável, conforto e descanso indispensáveis, para assim manter a regularidade das posturas e a qualidade dos ovos, salvaguardar a sua integridade física e o rendimento de quem a empregava.

Acontece que a minha vizinha absorvera os modelos de gestão em voga, sabia o que queria dizer competitividade, produtividade, deslocalização e outros palavrões que rimassem com exploração.

Dia em que a galinha, por razões naturais à sua condição, não expelisse o ovo, antecipadamente contabilizado, a dona Competitividade, assim se chamava, entrava em stress, resmungava, fechava o bicho no caixote onde exercia a sua função de poedeira, batia com a porta do galinheiro e, saindo, ia congeminando modelos vários de vingança, caso o pobre bicho não correspondesse à sua cada vez mais exacerbada gula.

E porque ao pobre galináceo era impossível corresponder à produtividade estabelecida pela dona Competitividade, esta pôs em prática um plano coercivo, semelhante ao que vem sendo aplicado aos trabalhadores por conta de outrem: reduziu-lhe os meios de sustento; e, como o salário da sua galinha se resumia à alimentação, cortou-lhe a ração.

Ai não pões?! Então não comes!

E assim começou o irracional braço de ferro, imposto pela dona Competitividade à sua bela e esforçada galinha.

Se a OCDE alerta para os aumentos salariais excessivos, não obstante sermos o país da UE com as mais baixas remunerações; se os humanos com fome trabalham por qualquer preço, e humanos assim os denominam, por que razão qualquer galináceo, aliás tido como um dos animais mais estúpidos, não há-de ceder também às minhas exigências?

A dona Competitividade entrava em transe quando via uma linha de montagem; tudo muito certinho, a compasso como nas marchas militares, e estendia essa sua admiração às baterias de galinhas poedeiras: fechadas, passivas, produtivas sem barafustarem e não manifestando qualquer exigência ou lamento.

Entretanto, e porque o castigo da dona Competitividade se mantinha, a galinha da minha vizinha, já num adiantado estado de desnutrição, adoeceu e, por muito que se esforçasse, nunca mais pôs. Cada vez mais fraca, lá se ia arrastando como podia até ao Centro de Saúde onde chegava pelas cinco da manhã, para garantir a consulta nem sempre conseguida.

As terapias de choque, impostas pelas donas Competitividades são o castigo mais perverso que se possa imaginar. Sob a capa de garantir o futuro assassina-se o presente, deixam-se morrer as galinhas de hoje para garantir os ovos de amanhã.

A irracionalidade e o raciocínio canalha da dona Competitividade são de uma frieza e imoralidade tais que só gente inibida de sentimentos pode aceitar ou aplaudir.

Escorados pela sagrada rendibilidade, cometem-se os mais abjectos crimes sociais, lançando na extrema miséria agregados familiares inteiros, sem qualquer pudor ou o mais pequeno resquício de remorso.

Extorquir o pão a alguém como única condição para lhe garantir a incerta côdea de amanhã é hoje uma constante, confirmada pelas gélidas estatísticas de desemprego que nos afogam em percentagens para que esqueçamos os dramas que cada dígito representa.

A galinha da minha vizinha em vez de se revoltar suicidou-se.

Um mau exemplo.

Cid Simões

È um titulo de Shakespeare mas podia ser um titulo de um jornal nacional ou internacional, de um programa de informação, de uma grande reportagem.

Não é segredo que acho as esperanças depositadas em Obama perfeitamente infundadas, se bem que ache importante que um negro chegue à Casa Branca, quando há algumas décadas nem podia ir no mesmo autocarro, por outro lado acho que essa é mesmo uma das poucas coisas positivas.

O depósito de esperança na mudança que foi colocado na sua eleição, não só para os norte americanos, começa a dar amargos de boca, um ano depois da sua eleição a escalada do desemprego continua, a guerra continua, as questões sociais como o serviço de saúde para todos os americanos estão na mesma, a emigração clandestina em condições desumanas ou os grandes acampamentos de desempregados na periferia das grandes cidades norte americanas.

Por outro lado o duro e injusto embargo imposto a Cuba, há cinco décadas, com base na existência de mísseis da URSS em Cuba, que já não estão lá, quando na prática os Estados Unidos apoiaram activa ou passivamente ditaduras por todo o mundo, é mantida ainda a impunidade de quem torturou em Guantanamo, que já agora ainda lá está, em solo cubano com prisioneiros sem julgamento.

Importante referir a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Obama, baseado, suponho apenas em intenções, não se encaixa no meu conceito de mérito, por exemplo Desmond Tutu andou décadas a denunciar e a lutar contra o apartheid, que já agora pode-se dizer que foi um regime que beneficiou com a vista grossa da comunidade internacional, já agora Nelson Mandela esteve preso de 1962 a 1990, recusando a luta armada como via de mudança, tendo-lhe sido atribuído o Nobel da Paz em 1993, a meias com Frederik de Klerk, que ainda foi seu algoz, já agora muito mais próximo dos EUA, Rigoberta Menchú, lutou activamente, toda a vida, pela dignificação das populações indígenas, pelos direitos humanos numa América Latina dilacerada por ditadores de pacotilha a quem os EUA quando não oferecem apoio fazem vista grossa, ainda pela dignificação das mulheres.

Estes, entre outros são atribuições que considero justas, a de Obama, baseia-se em intenções, como é sabido de “Boas intenções está o inferno cheio!”, pessoas por todo o mundo já fizeram mais pela Paz do que ele, deixo aqui dois exemplos, que nunca receberam o Prémio Nobel da Paz.

 

“É melhor que fale por nós a nossa vida, que as nossas palavras ”

Mohandas Karamchand Gandhi

 

#Ana Camarra

À ideia conformista, Não lhes vai acontecer nada, Não vai dar em nada. Cresce uma mentalidade generalizada de que o sistema judicial português não consegue levar a cabo do início ao fim, todo um processo que vise o castigo, segundo a lei em vigor, dos infractores da mesma. Principalmente se forem de esferas políticas, sociais e económicas mais elevadas. É quase um facto concreto, mais do que uma sensação. As pessoas baixam os braços, dizem umas piadas e no fim, Eles safam-se sempre.
Está na moda a frase feita “O Estado é forte para os fracos e fraco para os fortes“. Na realidade é tudo uma questão de dinheiro e status.

Veja-se o exemplo gritante de diferenciação sob a forma de tratamento de duas arguidas num caso semelhante, que todos os portugueses conhecem. Leonor Cipriano e Kate McCann relativamente ao desaparecimento de duas menores, Joana e Madeleine respectivamente. Leonor foi espancada, torturada psicologicamente e condenada à prisão sem haver prova e afirmando-se inocente, o corpo da menina nunca apareceu, sendo uma Maria qualquer está condenada sob uma presunção. Por outro lado Kate teve direito ao que um Estado de Direito preconiza e muito bem. Foi sempre interrogada na presença de um advogado, recusou-se a responder ao que entendeu que não deveria responder.
À luz da lei, por parte do nosso sistema judicial o tratamento foi diferenciado. E isso é um facto, ou melhor, justiça à portuguesa.

O caso eterno que como uma rua a descer, caminha inevitavelmente para a prescrição. Este caso é o espelho dos vários sistemas ocultos que vigoram em Portugal – o caso Casa Pia. Que numa primeira fase esteve nas mãos de um juíz fora do sistema corporativo. Foi pessoalmente à Assembleia da República “caçar” um deputado que já tinha sido ministro.
Agora, alguém se acredita que um juíz de carreira no interior de uma amalgama de interesses efectuaria o mesmo procedimento?
Como o sistema é relativamente complexo, num erro processual facilmente lhe puxaram o tapete, ocultando outras forças ocultas que já se posicionavam para o esquadrilhar.
Das escutas desse processo, na época, ficaram famosas as do líder do partido da oposição de então, o partido socialista, sob a pessoa de Ferro Rodrigues – Estou-me a cagar para a justiça!
Pelo cheiro, parece que não é só ele.

Na verdade, Portugal pós-fascismo, continuou parcial, num poder bipartido, cujas lebres são PSD e PS, dois partidos políticos patrocinados pelos mesmos sponsors internacionais que assim manietam facilmente um pequeno país, mas estrategicamente importante. Estes dois partidos directa ou indirectamente empregam meio-povo, mantendo confortavelmente seus fieis votantes, alternando entre si o poder, dando a ilusão a uma população maioritariamente pobre e iliterata a sensação de que existe uma verdadeira alternância. Certo, é que com esta gente não auspiciaremos o real desenvolvimento.

O nosso sistema legislativo está inundado de possíveis erros processuais. É para ela que a classe jurídica trabalha, encontrar o erro processual para daí anular o processo. O nosso sistema permite a anulação de um processo judicial, mesmo que esteja provado por A+B, o facto criminoso. Encontrado o erro processual, tudo é anulado e o comprovado criminoso sai em liberdade. Quando deveriam ser os próprios tribunais a acautelarem os possíveis erros processuais.
Caso simples: No início dos anos 90 uma senhora colombiana é apanhada pelas autoridades competentes para tal com cocaína no aeroporto de Lisboa. É presa, julgada e condenada. Possuidora de algumas posses monetárias, põe a circular no meio, que pagaria muito bem a quem fosse capaz de a libertar. Os jovens advogados que só com as oficiosas dificilmente pagavam o quarto arrendado, tal como, running-boys se puseram no farejamento de ajuda. Na altura o meu professor regente da cadeira de Direito Empresarial, foi solicitado por alguns seus ex-alunos para analisar o processo. Por desporto, analisou-o e voilá! Encontrou uma brecha. A senhora não tivera uma interprete, logo poderia ser anulado o processo e a senhora sair em liberdade. E assim foi, um jovem advogado ganhou umas coroas e a traficante apanhada a traficar droga foi libertada.
Se está na lei, que um cidadão estrangeiro tem direito a um interprete, porque é que o tribunal não acautelou essa questão, dando brecha a um erro processual?

Também há juízes corruptos, também há juízes comprados. E há também o lado emocional da decisão, como o nosso sistema é falho em clareza de regras abre o campo à interpretação extensiva da lei. Que quer se queira ou não será sempre subjectiva.
Um juíz que teve uma sobrinha violada em pequena, julgará sob determinado prisma casos semelhantes, um juíz pedófilo terá uma tolerância natural a outros pedófilos e por aí adiante.
Uma vez um juíz disse-me – Se um ladrão lhe assaltar a casa e se por acaso o conseguir controlar, não o deixe vivo, certifique-se de que ele morre e ponha uma faca na mão dele, pois se ele fica vivo, no sistema garantista para o infractor, ele vai poder falar…

Recentemente temos assistido ao caso das escutas do caso Face Oculta, mais um caso.
O Mistério Público anda às turras com o Supremo Tribunal de Justiça.
O que escondem as escutas onde José Sócrates é interveniente?
Nunca tanto como hoje assistimos a um Primeiro-Ministro com tantos casos suspeitos.
Discute-se, como habitual, o paralelismo do problema, a legalidade da escuta ou a não legalidade.
Porque não a lei estar errada?
Quando o espírito da lei deveria transpirar que ninguém está acima da lei.

Seria excessivo afirmar que estamos entregues à bicharada, mas que, isto é o fungagá da bicharada é. Isso é certo!

Publicado em simultâneo no Extrafísico.

# Zorze

Depois de quase 50 anos tentando por todos os meios voltar a ler um dos livros proibidos pelo governo de Salazar, o qual tinha sido emprestado a meu pai nos finais dos anos 50, com a recomendação do maior sigilo quanto ao seu possuidor, eis senão quando por um mero acaso fiquei a saber que uma editora de Lisboa, iria publicar ou reeditar o livro que tanto procurei.
Trata-se de “Na Cova dos Leões” da autoria de Tomás da Fonseca, considerado por muitos o livro mais subversivo que algum dia se escreveu em Portugal, durante a época salazarista.
Opositor acérrimo à ditadura de Salazar, Tomás da Fonseca foi um dos muitos opositores à ditadura que durante algum tempo “viveu” encarcerado no Campo de Concentração do Tarrafal, nas ilhas de Cabo Verde.

O livro “Na Cova dos Leões” é um conjunto de cartas publicadas no então jornal “República” tendo por base não só a situação política vivida na altura como as relações promíscuas entre o regime do estado novo e a igreja católica, nomeadamente após as pretensas aparições de fátima.

Mas não se diga que embora ateísta confesso, Tomás da Fonseca não compreende e respeita os verdadeiros Cristãos, aliás ele mesmo refere que na terra onde nasceu (Laceiras, Concelho de Mortágua), o seu bisavô terá construído uma capela, que servia de morada a uma Nossa Senhora da Saúde, que conservou assim como as alfaias de culto, quando outros nos primórdios da primeira republica transformaram em armazéns de cereais a ditas capelas.

Sem me alongar muito no conteúdo deste livro, que recomendo, permito-me ainda referir um outro que, embora de conteúdo diferente é semelhante no que toca a evocações de santos e santinhos, no caso de “O Santo Condestável – Alegações do Cardeal Diabo” é a reprodução de uma conferência proferida em 1932 e que nas palavras do autor é dedicado “Á memória dos mártires que a Inquisição queimou nas fogueiras acesas pela Igreja e alimentadas, quase sempre, pela riqueza e descendentes de Nun’Alvares.”
Boa leitura.

Susete

Vale a pena conhecer – Navdanya:

Navdanya has helped set up 54 community seed banks across the country, trained over 500,000 farmers in seed sovereignty, food sovereignty and sustainable agriculture over the past two decades, and helped setup the largest direct marketing, fair trade organic network in the country.”

Sofia Vilarigues

- http://eco-fenix.blogspot.com -

O muro isto, o muro aquilo, o muro era a causa de todas as desgraças, de todas as opressões, de todas as guerras, de toda a pobreza, de toda a injustiça, de toda a desumanidade, era o muro de Berlim, erigido pelos Aliados, USA(os peritos) e por arrasto a  GB e a França, pois o medo do exército vermelho era mais que muito e os gajos, os comunas bolcheviques já vinham a correr com os nazis desde quase Moscovo e só pararam em Berlim, ainda os “Aliados ocidentais” estavam na maratona para chegar e evitar o avanço dos sovietes, preocupação bem maior que os nazis, pois era garantido que os russos dariam cabo deles, o que era importante era safar os ideólogos nazis ligados à ciência, nomeadamente à água pesada que os físicos nucleares alemães haviam desenvolvido na preparação de uma arma de destruição maciça, a bomba atómica.
Assim aconteceu quando os USA entraram em Berlim, já no Reichstag a bandeira soviética ondeava ao vento, os aliados ocidentais rapidamente procuraram tréguas com os soviéticos/russos, Estaline era o grande amigo a abater, nas intenções desses aliados, com actos de abraços e palmadinhas nas costas.

Muro Berlim 1

O Muro foi a determinação dos aliados ocidentais em parar o avanço, não do exército vermelho, mas da ideologia comunista Marxista/Leninista, a real, concreta e verdadeira antítese do capitalismo monopolista ocidental, verdadeiro aliado de Hitler e intrínseco culpado da 2ª Guerra Mundial, tendo apoiado um movimento que se queria ser dissuasor e inimigo declarado da ideologia bolchevique, a qual defendia uma sociedade sem classes e a igualdade de todos os homens numa luta pelo trabalho em prol do bem colectivo, contra a exploração do homem pelo homem.
ISTO ERA UMA DECLARAÇÃO DE GUERRA CLARA E INEQUÍVOCA AO  SISTEMA CAPITALISTA QUE IRROMPEU EM OUTUBRO DE 1017.
HITLER E O PARTIDO NACIONAL SOCIALISTA ALEMÃO TAL COMO O PARTIDO FASCISTA ITALIANO DE BENITO MUSSOLINI ERAM AS ESPERANÇAS DO MUNDO CAPITALISTA E POR ESTE FORAM FINANCIADOS.
Mas falemos então do tal Muro de todos os males, ou de como uma mentira bem suportada e largamente financiada para se transformar numa verdade, passados que são 60 anos sobre a construção do muro, de que ninguém fala claramente o porquê e quem os ideólogos do mesmo, para a sua destruição em 9 de Novembro de 1989, que é largamente enunciada e explicada ao mais jovens como esse muro era um símbolo da repressão comunista, porque o sistema capitalista é que é democrático e livre, quando a única liberdade que o capitalismo realmente oferece é a de podermos morrer de fome .
Até converteram em santa uma desgraçada de uma ignorante em Portugal que em menina diz ter visto a virgem Maria, uma criança nas mão de um regime que precisava de milagres para se consolidar e, claro que como a mentira usualmente tem perna curta, os miúdos que eram 3 irmãos, um rapaz e duas meninas, aumentava o risco de que a mentira viesse à tona, então para não se correrem riscos, elimina-se o rapaz e a sua irmã, deixou-se a mais parola (talvez por ser a mais jovem) de nome Lúcia.

Os três pastores de Fátima
Criou-se o mito do 3º segredo de Fátima, que afinal era uma previsão do fim do Comunismo, tal como Hitler, Mussolini, Harry S. Truman posteriormente, Franklin D. Roosevelt, Winston Churchill, Charles de Gaule, Maçonaria, Opus Dei, grandes industriais por essa Europa fora e Estados Unidos da América, como Alfredo da Silva em Portugal tanto almejavam e estavam expectantes com o avanço dos exércitos alemães em terras russas. Daí o atraso em reagir, pois só quando os russos começaram a rechaçar o exército alemão invasor, é que ELES compreenderam que o sonho havia acabado e que o perigo era agora maior que nunca, com o agrave de terem de terminar a loucura em que o sonho se havia tornado, com os seus próprios apoios ao louco Hitler em especial.
Mas o mundo está bem melhor, desde a queda do MURO DE BERLIM, vejamos a felicidade e o bem estar dos povos desde que o Comunismo, segundo ELES, os mentirosos, foi derrotado e o Capitalismo espalhou o seu “bem” estar, vejamos em imagens, os muros da liberdade Capitalista:

Israel vs Palestine 5Morocco_Spain_Border_Fence 1MIDEAST ISRAEL PALESTINIANSUSA MÉXICO MURO 3USA MÉXICO MURO 1Muro Saharaoui 2Muro Saharaoui 3Muro Ostrovany na Eslóvaquia 1Muro Saharaoui 1Israel vs Palestine 6

SEGUE-SE A JUSTIÇA SOCIAL CAPITALISTA PATROCINADA PELOS MESMOS QUE FINANCIARAM OS MOVIMENTOS NAZI E FASCISTA:

Iraque 1Iraque 2Iraque 4Israel vs Palestine 2Israel vs Palestine 1Israel vs Palestine 3Israel vs Palestine 4MIDEAST ISRAEL PALESTINIANSAfrica 1Africa 2O mundo mudou 1PALESTINIANS-ISRAEL/

ENTÃO DIGAM LÁ SE O NOVO E MAIS JUSTO MUNDO CAPITALISTA NÃO É DE LONGE UM PARAÍSO…..Para alguns em detrimento e com o sofrimento e morte de milhões, muitos desses milhões SÃO CRIANÇAS.

Ouss

Ainda sobre a tão apregoada «queda do muro» e a tão pouco divulgada sondagem feita aos alemães da antiga RDA, em que 57% dos manifestou o seu descontentamento pela situação em que vivem preferindo o SOCIALISMO, a este capitalismo desrespeitador dos direitos sociais .

Queixam-se da descriminação a são sujeitos, pois no lado LESTE é maior o número de desempregados os salários são mais baixos e as regalias sociais em relação às que tinham na antiga RDA, não podem comparar-se às que têm actualmente neste sistema capitalista.

Este exemplo da Alemanha não deixa dúvidas, o grande capital derrobou o «muro» mas, está a construir a Europa dos «murinhos», basta reflectir-mos sobre a emigração dentro da própria europa, ela não é a europa, ela só faz sentido porque a europa não é a europa dos cidadãos mas, sim a europa das desigualdades criadas pelo grande capital, para melhor manter a seu belo prazer a infinita exploração dos trabalhadores.

Será que, os trabalhadores da antiga RDA, vao ser o motor da nova REVOLUÇÃO SOCIALISTA?

tU SOZINHO NÃO ÉS NADA JUNTOS TEMOS O MUNDO NA MÃO!

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